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28 outubro 2015

Abade de Baçal, por Cláudio Carneiro

Francisco Manuel Alves, conhecido
Por toda a gente Abade de Baçal,
Por ser daquela terra natural,
Nela nascer, crescer e ter vivido.

O ilustre Abade foi e faz sentido,
Nas obras e nos feitos genial,
Dos maiores do tempo em Portugal,
Em tudo quanto fez bem sucedido.

Além das obras, digno Sacerdote,
Um homem singular, tendo por dote
A grandeza imortal  de São João Bosco.

E, para maior glória, trasmontano,
Para cá do Marão, um bragançano
De corpo e alma que anda aí connosco.

Com amizade, o chacinense
Cláudio Carneiro. 


24 outubro 2015

António Chaves e Maria Assunção Carqueja, por Cláudio Carneiro

Doutor António Chaves


Grande na dignidade, igual nos feitos,
De uma só cara e de uma só palavra,
Orgulhoso de si, da sua lavra,
Concebida e criada sem defeitos.

Na fé inquebrantável dos eleitos,
Na partilha, na crença que exalava,
Qual Vieira no culto que pregava,
Em defensão do Povo e seus direitos.

Ente fecundo, pomo da verdade,
Em prol da honra, pela liberdade,
A luz encandescente, o áureo brilho.

Ditosa terra que te viu nascer,
Que te criou e vira-te crescer,
Ínclitos pais, por tão ilustre filho.


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Doutora Maria da Assunção Carqueja

Das edénicas terras bragançanas,
Distinta, talentosa, criadora...
Maria da Assunção Carqueja fora
Princesa das poetisas trasmontanas.

Nascida em terras de samaritanas,
Inteligente, crente, sonhadora...
De profissão, inata professora,
De ideias claras, de palavras lhanas.

Amou e foi feliz na relação,
No homem que escolheu seu coração,
Foi esposa e foi mãe, que Deus sagrou.

Católica apostólica romana,
A consagrada, insigne trasmontana,
Subiu à glória porque acreditou.
 
Com amizade, o chacinense
Cláudio Carneiro.

22 outubro 2015

Dr.ª Maria Idalina Brito, por Cláudio Carneiro

Excelsa conterrânea, genuína,
Prendada pelos dons da Natureza,
Consagrou-te nos dotes da beleza,
Conservando-te os traços de menina.

Áurea da madrugada purpurina,
Estrela de alva, ardente, sempre acesa
Ou dela descendente. Com certeza
Vieste de outro mundo, peregrina.

Deus te proteja e dê paz e saúde,
Que te conserve eterna juventude
Nas edénicas terras bragançanas.

Eu vim para cantar-te, certamente,
Como veio Camões, ousadamente,
Para cantar as musas tagitanas.

Com amizade, o chacinense
Cláudio Carneiro




18 outubro 2015

Doutor Barroso da Fonte ,por Cláudio Carneiro

Doutor Barroso da Fonte

Dos grandes do Barroso és o maior
Na audácia, no talento, no saber,
No espírito, nas obras, no clamor,
Da genuína essência do teu ser.

Canto-te por que és digno e com valor
E dizes o que tens para dizer
Sem reparar a quem, seja a quem for,
Pela verdade e doa a quem doer.

És o terror que assola os vendilhões,
O banditismo torpe, os aldrabões
E toda a casta vil da mesma laia.

Sem atender à hora, dia e noite,
Da canalha infernal és um açoite,
Dos fracos e oprimidos a atalaia.
Com amizade, o chacinense


Cláudio Carneiro

15 outubro 2015

Amadeu José Ferreira , por Cláudio Carneiro

Só tu és grande, imenso, sem medida,
Por vontade Suprema, português
Amadeu Ferreira no lançamento do livro NORTEANDO.
E por maior prestígio, mirandês,
Lugar de acesso à Terra Prometida.

Criada a obra, rara e desmedida
E divulgada ao mundo, ei-lo, de vez,
Humilde, sem um gesto de altivez,
De volta, já previsto, à eterna vida.

Como é próprio de si, ele anda agora,
Aplicado, por esse etéreo fora,
A criar outras obras valorosas.

No merecido evento está presente,
Desfrutando, connosco e demais gente,
Estas tertúlias, dignas e honrosas.
Com amizade,


Cláudio Carneiro

05 outubro 2015

À ANA MARIA CALADO, por Cláudio Carneiro

Ana Maria, amiga, não morreste,
Mantém-se a alma eterna, consagrada.
É outra a aurora, é outra a madrugada,
A sempiterna luz a que ascendeste.

Vieste de passagem, não vieste
Para uma estadia prolongada.
Mal chegaste, voltaste de jornada,
Terminada a visita que fizeste.

Nós também vamos, já lá vem a barca,
Espera um pouco mais e vamos juntos,
Aguarda-nos na próxima estação.

Vislumbro, já de perto, o Patriarca,
O Provedor de ausentes e defuntos
Que irá connosco nesta embarcação.
Com amizade, o chacinense
Cláudio Carneiro.

25 agosto 2015

A VIDA, por Cláudio Carneiro




A VIDA

A vida é um rio, é a morte o mar
Que se evapora por volver à vida.
E nós a essência, para ser vivida
Num Mundo inteligível, singular.

A terra, sem descanso, anda a girar,
É tal qual um comboio de corrida,
Entre quatro Estações, como perdida.
O vento é um cantor que agita o ar.

O Céu o que será? Ninguém o sabe,
É uma abstracção, que só a fé
O sabe discernir na crença antiga.

E Deus? Quem será Deus? Só a Deus cabe
Saber, que ninguém mais sabe quem é.
Se acaso alguém o sabe, então que o diga.
Cláudio Carneiro