30 março 2018

VILA REAL

Apresentação do livro "Vila Real - RI13, Memórias da Grande Guerra"


26 março 2018

Apresentação em Montalegre da Coletânea "40 Poetas Transmontanos de Hoje"


Apresentação | "40 Poetas Transmontanos de Hoje" 

Montalegre, 15 de março de 2018

Foi apresentado, no auditório da biblioteca municipal de Montalegre, o livro "40 Poetas Transmontanos de Hoje - Volume 1", da Academia de Letras de Trás-os-Montes. Na obra estão incluídos cinco autores locais: Barroso da Fonte, Custódio Pinto Montes, Henrique Barroso, Irene Silva e José Dias Baptista. A sessão de apresentação contou com a presença do executivo municipal.

TEM A PALAVRA

Orlando Alves | Presidente da Câmara de Montalegre
«Esta obra celebra o mês da poesia e dá protagonismo aos poetas da nossa terra. Felizmente, temos ainda mais que se dedicam a este tipo de produção literária. Esta coletânea selecionou cinco poetas da nossa terra e noutra oportunidade serão reunidos outros nomes. Valeu, também, por este momento poético de nos juntarmos em convívio de uma forma irmanada, sã e crítica, suavizando o nosso dia-a-dia, o que faz parte da função da poesia».

Assunção Anes | Presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes e Alto Douro
«Estamos no mês da poesia, da mulher e da primavera. Apresentar uma antologia de quarenta poetas transmontanos em Montalegre é muito importante. Elogia, não só, os cinco poetas do concelho mas também os restantes 35 que fazem parte desta região maravilhosa e tão inspiradora para a poesia».

AUTORES

Adelaide Monteiro, Américo Augusto Borges, Ana da Conceição Bernardo, Armindo Loureiro, Barroso da Fonte, Carlos Carvalheira, Cláudio Amílcar Carneiro, Custódio Pinto Montes, Donzília Martins, Elias Afonso, Elisa do Rosário Fernandes Dias, Fernando António Almeida Reis, Francisco Carvalho, Francisco Fontinha, Francisco F. Gomes, Francisco José Lopes, Guida Nunes, Henrique Barroso, Henrique Pedro, Irene Silva, João de Deus Rodrigues, Joaquim Ribeiro Aires, Jorge Nuno, José Dias Baptista, José Mário Leite, José Rodrigues Dias, Luís Santos, Manuel Amendoeira, Manuel António Gouveia, Manuela Morais, Maria Alexandra Mendonça Garcez, Maria da Conceição Afonso Morais, Maria Idalina Brito, Maria Rita Pires, Marta Limbado, Odete Ferreira, Pedro Albino, Rogério Rodrigues, Teresa Almeida Subtil, Teresa Teixeira.

Fonte: https://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=3884 (consultado em 25 de março de 2018)












21 março 2018

VILA REAL

GRÉMIO LITERÁRIO VILA-REALENSE

Dia Mundial da Poesia

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Eng.º Rui Jorge Cordeiro Gonçalves dos Santos, tem o gosto de convidar V. Ex.ª e Exm.ª Família a participar na comemoração do Dia Mundial da Poesia, que terá lugar no dia 21 de Março de 2018 (quarta-feira), às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, com o seguinte programa:

Conferência por Isabel Alves (UTAD) e exposição, dedicadas ao poeta e jornalista Eduardo Guerra Carneiro (Chaves, 1942 – Lisboa, 2004), e distribuição do 12.º Álbum de Poesia, com capa do Arq.º Belém Lima.

VILA REAL E SABROSA






MOGADOURO


14 março 2018

Prefácio - "40 Poetas Transmontanos de Hoje"


40 Poetas Transmontanos de Hoje - Volume I 
Jorge Nuno (Coord.)
SINOPSE
«A iniciativa que levou à publicação desta coletânea de poesia de "40 Autores Transmontanos de Hoje" constitui um facto promissor para prosseguir a concretização de um dos objetivos fundamentais da Academia de Letras de Trás-os-Montes, definido na sua criação, em 2010.
É uma forma de potenciar e valorizar um recurso imaterial coletivo, gerido e partilhado pelos próprios elementos de uma comunidade auto-organizada, com base nas raízes da cultura tradicional da região.
Trata-se de uma sabedoria antiga dos assentamentos alto-transmontanos de gestão coletiva, conquanto desvalorizada nos últimos dois séculos por uma certa corrente de pensamento liberal que reduziu o nosso entendimento de organização a dois suportes exclusivos: propriedade privada ou propriedade pública.»
 António Chaves (in Prefácio)

Participam nesta Antologia:
Adelaide Monteiro, Américo Augusto Borges, Ana da Conceição Bernardo, Armindo Loureiro, Barroso da Fonte, Carlos Carvalheira, Cláudio Amílcar Carneiro, Custódio Pinto Montes, Donzília Martins, Elias Afonso, Elisa do Rosário Fernandes Dias, Fernando António Almeida Reis, Francisco Carvalho, Francisco Fontinha, Francisco F. Gomes, Francisco José Lopes, Guida Nunes, Henrique Barroso, Henrique Pedro, Irene Silva, João de Deus Rodrigues, Joaquim Ribeiro Aires, Jorge Nuno, José Dias Baptista, José Mário Leite, José Rodrigues Dias, Luís Santos, Manuel Amendoeira, Manuel António Gouveia, Manuela Morais, Maria Alexandra Mendonça Garcez, Maria da Conceição Afonso Morais, Maria Idalina Brito, Maria Rita Pires, Marta Limbado, Odete Ferreira, Pedro Albino, Rogério Rodrigues, Teresa Almeida Subtil, Teresa Teixeira.

Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=Bz3zdbMtc8Q

Montalegre


Apresentação da Coletânea - "40 Poetas Transmontanos de Hoje"


12 março 2018

MONTALEGRE

Convite - Apresentação da Coletânea de Poesia "40 Poetas Transmontanos de Hoje"


08 março 2018

Apresentação da Coletânea "40 Poetas Transmontanos de Hoje"


CONVITE

Convidam-se todos os associados da Academia de Letras de Trás-os-Montes para a apresentação da Coletânea 40 Poetas Transmontanos de Hoje, coordenada por Jorge Nuno, a realizar no dia 15 de março de 2018, pelas 21:00 horas, na Biblioteca Municipal de Montalegre.

Contamos com a Vossa presença.






A Direção da Academia de Letras de Trás-os-Montes



12 janeiro 2018

Literatura de Natal - agradecimento


Caros associados,

A atividade “Literatura de Natal” teve uma generosa e notável participação de vários sócios da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
Todos ficamos mais enriquecidos com esta partilha e com as diversas mensagens sobre a época natalícia.
Desejos de um excelente Ano de 2018.

A Direção da ALTM

Nomes dos participantes
A. M. Pires Cabral
Alexandre Parafita
Alfredo José Garcia Cameirão
Ana Bárbara Santo António
Ana Margarida Gomes Borges
António Bárbolo Alves
António Carneiro Chaves
António Francisco Dias Vieira
António Francisco Caseiro Marques
António Joaquim Lopes Fortuna
António Lourenço Fontes
António Manuel Afonso
António Manuel Ramos Pimenta de Castro
Armindo Manuel Soares Pinto Loureiro
Artur Coimbra
Bernardino Pacheco Henriques
Carla Alexandra Ferreira Espírito Santo Guerreiro
Cláudio Amílcar Carneiro
Custódio Pinto Montes
Donzília da Conceição Ribeiro Martins
Francisco António Carvalho
Henrique António Pedro
Henrique Barroso Fernandes
Irene Gonçalves da Silva
Isabel Maria Fidalgo Mateus
João Barroso da Fonte
João de Deus Rodrigues
Joaquim Ribeiro Aires
Jorge Manuel Cordeiro Alves Nuno
Jorge Óscar Sales Golias
José António Alves Maldonado
José Carlos Silva Teixeira
José Dias Batista
Manuel António Gouveia
Maria da Assunção Anes Morais
Maria das Dores Lopes de Morais P. Bianchi Thedim 
Maria Odete Costa Ferreira
Maria Teresa de Jesus Almeida Vaz Rodrigues
Norberto do Vale Cardoso
Porfírio Alves Pires
Regina dos Anjos S. Gouveia
Teresa Cristina dos Santos Pinto Torrão


11 janeiro 2018



Natal - Menino Jesus, Sempre

Natal, nascimento, renascimento e evocação da memória de um tempo antigo, de raízes robustecidas por milénios de história. Construções astrais, mitos filosóficos, origens divinas, elaborações sociais; talvez um pouco de tudo isso. O Menino Jesus, personificação do divino na terra, é algo que podemos tocar com as mãos, aconchegá-lo ao peito, embalá-lo nos braços, beijá-lo na face, com ternura. E como existiram sempre diversos contextos na geração da vida, também foram diferentes os modos de nascer e de viver.
25 de Dezembro foi a data escolhida para o nascimento do Menino Jesus. O solstício de inverno foi assinalado por grandes civilizações como renascimento da vida, da mudança de ano, das festas em honra dos deuses e sendo Jesus o anunciado do Pai enviado à terra, era normal decidir por um momento dedicado às celebrações da vida. Os estudiosos da Bíblia inclinam-se a suster que Jesus não tenha nascido no inverno, pois quando nasceu, os pastores encontravam-se a cuidar dos rebanhos nas vigílias da noite.
 Monumentos antigos do género de Stonehenge ficaram dispostos de forma a captar os raios do sol-posto no inverno e o nascer do Sol no solstício de verão.
Mas isto importava pouco para as crianças que aguardavam a noite para a visita do Menino Jesus a deixar uma prenda no sapatinho. Esta condição não foi pacífica em Trás-os-Montes. Primeiro porque só muito poucos tinham sapatinho onde depositar a prenda e outros não tinham chaminé por onde pudesse entrar. Um bom amigo e companheiro de muitas horas, natural de Vale da Porca, contou-me que andou quase uma dezena de anos a colocar o único par de botas junto à lareira, que estavam sempre vazias na manhã seguinte. E uma vez houve que iam ficando queimadas pelo lume. Só lá para a enésima vez aconteceu que o Menino Jesus lhe colocou uma laranja dentro das botas. Nos planaltos de Barroso nem pensávamos nisso, porque era insustentável andar um menino com todo aquele frio da noite a distribuir prendinhas. Ficávamos já contentes quando nos calhava uma pinha que descascávamos ao lar, juntando os pinhões na pedra do lar; depois de os contar aos pares, saíamos à rua para nos batermos ao jogo do par e pernão com o primeiro que encontrássemos. Lembro-me de um menino da aldeia de Gralhós que queria jogar ao pinhão, mas não sabia ainda contar, nem distinguir entre o par e o pernão. Saiu à rua, encontrou outro mais velho e desafiou-o. E o esperto do fidalgote mais crescido dizia-lhe em cada jogada:
Bota cá! Bota cá!
Rapidamente limpou o bolso dos pinhões ao pequenitates. Este foi para casa em lágrimas a pedir à mãe para lhe dar outra pinha. Embora, relutante, a mãe deu-lhe outra como única maneira de o calar. Tudo isto se passou na parte da manhã. À tarde encontrou outra vez o adversário da manhã, que lhe perguntou:
Já tens mais pinhões?
Tenho!
E queres jogar outra vez?
– Jogar, jogo, mas ao bota cá, bota cá não vou!...
Não há velho, nem novo em Trás-os-Montes, que não tenha uma linda história de natal para contar. Eu contei a minha história de natal ao elaborar o argumento para o filme encomendado pela RTP para o conto da Noite de Natal de 1976 (exibido apenas no dia de Reis do ano seguinte porque a equipa de filmagem ficou retida pela neve em Barroso). Dos principais participantes, uma boa parte já não estão infelizmente, entre nós: o realizador João Roque, um dos assistentes de realização, Fernanda Alves no papel da mãe, António Loureiro na figura do padrasto, bem vivo no coração de todos os barrosões que com ele conviveram. A apreciação crítica foi muito favorável, até o comentário efusivo de Mário Castrim que, como muitos ainda se lembram, só dizia bem dos programas de televisão, quando a lua estava atrás do forno. Para esse conto de Natal de 1976 deixo aqui a partilha do link se quiser visionar: Youtube/Um Natal em Barroso (https://www.youtube.com/watch?v=KF3vq2ecnxc).
Ainda hoje associo à figura do Menino Jesus, um pastor pastorinho de regresso do monte com um cordeirinho ou cabritinho aconchegado entre o couro e a camisa, só com a cabecinha de fora e a mãe em passo ligeiro, ao lado do pastor. Mais enternecedor que este quadro só o “Poema do Menino Jesus” de Fernando Pessoa escrito pela mão de Alberto Caeiro. 
Um bom ano 2018 para todos os consócios e amigos da nossa ilustre Academia.

António Chaves
(Texto inédito)