Blogue Oficial da Academia de Letras de Trás-os-Montes || Email: academiadeletrasosmontes@gmail.com
28 agosto 2015
25 agosto 2015
A VIDA, por Cláudio Carneiro
A VIDA
A vida é um rio, é a morte o marQue se evapora por volver à vida.
21 agosto 2015
A SENHORA DA SERRA, por Cláudio Carneiro
A SENHORA DA
SERRA
Desamparada, assim, Menino ao colo,
Martirizada, triste, em desalento,
Na ermidinha da serra, exposta ao vento,
Habita a Virgem Mãe, resvés ao solo.
Constrange-me este quadro, o desconsolo
Desta humilde Mulher. Sem um lamento,
Descalça e mal vestida, em sofrimento,
Não fora no Menino achar consolo.
A aparição do anjo, o seu recado,
A concepção de Cristo, O Incriado,
Que é Pai e Filho, é Deus e é Jesus.
Não discerne, talvez, que afaga ao peito
Quem, no devir dos anos, Homem feito,
Será crucificado numa Cruz.
Com amizade, o chacinense
Cláudio Carneiro.
06 agosto 2015
L’Eiternidade de las Yerbas / A Eternidade das Ervas - Apresentação
Ernesto Rodrigues
Universidade de Lisboa
Caros Amigos
Deixei de fazer apresentações públicas de obras e de ser
apresentado. Abro esta excepção, porque às memórias felizes nunca podemos dizer
que não. Amadeu Ferreira faz parte dessas memórias.
Entro no Seminário de Bragança, com 12 anos, e oiço falar de
quem, seis anos mais velho, hiperactivo, procura aquilo que, nessa pequena
comunidade intelectual, também eu perseguia: fazer-se um nome. Sou colega de
Manuel Ferreira, já então artista, que se renova como a natureza que ele tão
bem retrata nestas páginas de devoção ao irmão.
Ao deixar a Casa Amarela, aos 15 anos, em 1971 – que Amadeu
abandonava no ano seguinte -, eu trocava jornais de parede ou a stêncil por
títulos impressos, não querendo ficar atrás dos mais velhos, de Teologia, que
me animavam a colaborar no Mensageiro de Bragança, onde o nosso sendinês já
assinava.
Saudou, num encontro de acaso, a minha estreia em livro, em
1973, sendo essa generosidade, nele, um gesto fácil, sincero, sem reservas.
Ficou, daí, uma cumplicidade noutros instantes reiterada, até que, já
assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dou com ele, em
1990, frente à reitoria, acabava de se licenciar e de encerrar um difícil ciclo
de vida, doravante memorada na obra que faz juz à sua grandeza de alma: O Fio
das Lembranças. Biografia de Amadeu Ferreira, escrita por Teresa Martins
Marques.
Redobrámos os contactos após 2002, quando nos revimos em
tertúlia na quinta da Ribeirinha, Santarém, boleando-me até Oeiras, como de
outras vezes faria. E abancámos para almoços regulares a partir de finais de
2009, quando me solicitou prefácio para a tradução de Os Lusíadas. As conversas
tornaram-se regulares, os abraços semanais, projectos foram mil e um. À mesa,
em sofás, em passeio, também nas longas viagens entre o Nordeste e Lisboa,
discorremos sobre livros e autores, sobre as nossas origens e melhorias destas
terras. Foi neste quadro que se pensou a Academia de Letras de Trás-os-Montes,
a cuja comissão instaladora presidiu, e para cuja primeira presidência me
lançou, jantávamos no Solar Bragançano, em 4 de Outubro de 2010.
03 agosto 2015
CHAVES - PERCURSOS DE HISTÓRICAS MEMÓRIAS de Maria Isabel Viçoso
Maria Isabel Viçoso acaba de publicar um belo e excelente livro sobre a história
e as memórias da Cidade de Chaves
Depois de uma excelente carreira
como professora do Liceu Nacional de Chaves, a nossa estimada conterrânea,
natural da aldeia de Gralhós, Montalegre, dedicou-se por inteiro à Grupo
Cultural “Aquae Flaviae”, coordenando em particular a publicação de perto de
meia centena de números da revista com o mesmo nome, sempre plena de interesse,
onde se divulgaram inúmeros aspetos ligados à região, subscritos por destacadas
figuras, nas diferentes áreas do conhecimento ali referenciadas.


Não é de ânimo leve que alguém
lança mão de um projeto desta envergadura; só quem consagra uma vida em
obediência à concretização de causas pode estar à altura de um desafio desta
importância. O mérito é exclusivamente seu e dos familiares e amigos próximos
que acompanharam o processo, mas não podemos esconder o regozijo por vermos
mais uma personalidade barrosã a distinguir-se pela importância e seriedade dos
cometimentos que abraçou e pela ponderação e constância com que os realizou.
António Chaves
Subscrever:
Mensagens (Atom)