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14 junho 2016
09 junho 2016
07 junho 2016
MONTALEGRE: Conferência sobre Ferreira de Castro
A obra "Terra Fria" do escritor Ferreira de Castro, foi o tema de uma conferência coordenada por Cristina Carvalho, que explorou a relação do homem com a natureza e os recursos da terra, no âmbito da Feira do Livro.
"Se eu pudesse, Senhor" poema de João de Deus Rodrigues
Se eu pudesse, Senhor
Se eu pudesse, Senhor,
Acalmava a fúria do vento,
Os soluços da Terra,
E a ira do Mar.
E fazia mais terno o Amor,
E cristalino o sonho do Luar.
E as crianças, Senhor,
Essas,
Seriam a essência do Vosso Amor.
In Livro “ O acordar das emoções” Tartaruga Editora
1 de Junho - Dia
mundial da Criança
31 maio 2016
MESÃO FRIO: Feira do Livro

Arrancou na passada sexta-feira, dia 27 de maio, mais uma edição da feira do livro, na Porta do Douro, e que se prolongou até ao dia 28 de maio, no pavilhão multiusos municipal de Mesão Frio, onde as várias editoras se fizeram representar.
Durante dois dias, o certame promovido pela Câmara Municipal dinamizou diversas atividades lúdico-pedagógicas e foi visitado pelo público em geral, especialmente pelas centenas de alunos do agrupamento de escolas de Mesão Frio. A par deste certame, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mesão Frio levou a cabo uma exposição ilustrativa, no âmbito do mês da prevenção dos maus tratos na infância e juventude.
O encontro com a ilustradora Carla Anjos, da obra «A princesa Aurora», coincidiu com a abertura da feira e destinou-se às crianças do ensino pré-escolar e do 1.º ano do Ensino Básico. Ao início da tarde, Carla Anjos, ilustradora e também escritora da obra «A marioneta bailarina», voltou a estar junto dos alunos dos 2.º, 3.º e 4.º anos, do ensino básico, para lhes falar acerca da sua obra. Pelas 21h30, foi levada a cena a peça «A farsa de Inês Pereira», pelo grupo de teatro Filandorra – Teatro do Nordeste, que representou a comédia escrita por Gil Vicente e que retrata o comportamento amoral da degradante sociedade da época.
No segundo e último dia da feira do livro de Mesão Frio, o pintor Luís Cortês dinamizou um atelier de pintura e durante toda a tarde, houve pinturas faciais. Para promover a leitura junto dos mais novos, cerca das 16 horas, decorreu a hora do conto «O direito das crianças», de Luísa Ducla Soares e um atelier temático dinamizado pela biblioteca municipal. A feira encerrou com um grande espetáculo, que contou com casa cheia, para o concerto do coro infantil dos pequenos cantores de Mesão Frio e para a atuação do grupo Bibliodance, da oficina de dança da biblioteca municipal.
No final das atuações, o presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Alberto Pereira, parabenizou os jovens: “Em Mesão Frio há talento e estas atividades são também uma forma de complementar o trabalho que é feito no nosso agrupamento de escolas e que tem dado os seus frutos. Prova disso mesmo, é que o agrupamento de escolas reduziu significativamente a sua taxa de retenção e abandono escolar e marcou presença no último parlamento jovem”, destacou com satisfação, dirigindo um agradecimento ao público presente, aos pais e encarregados de educação.
A autarquia de Mesão Frio tem procurado que esta manifestação cultural seja um incentivo à promoção da leitura, especialmente junto dos mais novos, proporcionando o encontro do leitor com o escritor e desta forma, incutir hábitos de leitura.
BRAGANÇA: Festival Literário, começa amanhã
Durante o certame, 22 escritores da região e associados da
Academia vão ter a ocasião de falar, perante um público alargado e com interesse
na cultura regional, sobre as obras que publicaram no passado
recente.
No dia 4 de Junho o festival encerra com uma Mesa de Debate
em que participa o cantor Sérgio Godinho e Rentes de Carvalho, escrito
transmontano, embora a residir há muitos anos na holanda, onde a sua obra
literária é conhecida e apreciada.
MONTALEGRE: António Gaspar Cunha, apresenta "A Fronteira do Amor", o primeiro romance do autor.

Depois de 2 livros de poesia e de um livro de contos, António Gaspar Cunha, apresentou no passado domingo, "A Fronteira do Amor", o primeiro romance do autor.
A cerimonia aconteceu no Ecomuseu de Barroso, iniciativa enquadrada no âmbito da exposição "A dança das bruxas", de Adriana Henriques, que decorre neste espaço cultural desde o passado dia 13.
23 maio 2016
20 maio 2016
19 maio 2016
ALIJÓ: "À procura do tempo vivido" de Carlos Ene Pinto
Vai ter lugar este sábado, 21 de Maio, a apresentação do livro "À procura do tempo vivido" de Carlos Ene Pinto, na Biblioteca Municipal de Alijó, 10,30h.
17 maio 2016
VILA FLOR: “Desabafos Disfarçados de Voz”, de José Carlos Teixeira
Dia 14 de maio, no Centro Cultural de Vila Flor, foi apresentado o livro “Desabafos Disfarçados de Voz”, de José Carlos Teixeira. Seguidamente foi inaugurada a exposição de pintura “O Cosmos”, de Rosa Rio (Rosa Veiga), revelando emoções, segredos e pensamentos que lhe vão na alma.
Sala repleta de familiares, amigos e admiradores destas diferentes formas de arte, Vila Flor viveu um dia feliz pelo reencontro com estes dois filhos da terra.
Sala repleta de familiares, amigos e admiradores destas diferentes formas de arte, Vila Flor viveu um dia feliz pelo reencontro com estes dois filhos da terra.
16 maio 2016
CHAVES: “A Vila da Torre e o Concelho de Ervededo” em livro
“A Vila da Torre e o Concelho de Ervededo” em livro
“A Vila da Torre e o Concelho de Ervededo” é o título do livro do flaviense Alípio Martins Afonso, apresentado no passado dia 13, na Biblioteca Municipal de Chaves, na presença do Presidente da Câmara Municipal, António Cabeleira.
A sessão de apresentação esteve a cargo do professor José Baptista, numa sala repleta de amigos e familiares do autor.
Segundo o autor, este livro baseia-se nos textos publicados nas Revistas Aquae Flaviae, sob uma nova redação, tematicamente subdivididos, acrescidos de outras informações, de que só posteriormente veio a tomar conhecimento.
Alípio Martins Afonso conta que o seu trabalho é fruto da afeição que ganhou a Ervededo, pelo casamento com a colega Maria Zélia da Silva, natural da Torre. Daí em diante, conta o autor, passou a considerar-se “um filho adotivo da sede deste antigo concelho e como tal foi-se deixando atrair pela sua investigação”.
A obra agora apresentada é, para outros investigadores, “um contributo prestimoso para o melhor conhecimento da Vila de Ervededo e da função histórica que esta desempenhou, quer na estruturação regional quer, inclusive, na definição da raia seca de Portugal”
12 maio 2016
SANTA MARTA DE PENAGUIÃO: "Concha de Contos" de António Martins
Na Semana do Livro a Escola Basica 2, 3 de Santa Marta de Penaguião contou com a apresentação do livro "Concha de Contos" de António Martins
MIRANDA DO DOURO: "Poetas Somos Todos"
"Poetas Somos Todos"
Em Miranda do Douro o 25 de abril foi comemorado com poemas escritos e declamados pela comunidade escolar e pela população em geral
FREIXO DE ESPADA À CINTA: Feira do Livro envolve Comunidade
De 5 a 9 de maio o Largo do Passeio, em Freixo de Espada à Cinta acolheu a terceira edição conjunta da Feira do Livro do Município de Freixo e do Agrupamento de Escolas.
Este ano, à semelhança de anos anteriores, a Feira contou com uma vasta programação, para miúdos e graúdos, que passou pela representação de contos infantis com fantoches e declamação de poemas. Um dos pontos altos foi a conversa com o autores Transmontanos António Tiza e Tiago Patrício.
O tema andou à volta das máscaras transmontanas, e da sua importância para a população transmontana, ficando todos os que participaram nesta tertúlia mais esclarecidos sobre a tradição das máscaras.
A Feira do Livro tem como grande objetivo promover a leitura junto do público mais novo, mas também fomentar esse gosto junto de toda a população.
MONTALEGRE: Apresentação do livro "Gérald Bloncourt - O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores"
O
auditório do Centro Interpretativo das Minas da Borralha (Montalegre) encheu para a
apresentação do novo livro do professor e historiador Daniel Bastos, lugar onde
lecionou durante vários anos.
A obra foi concebida a partir do espólio de Gérald Bloncourt, o fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França na década de 60. São histórias de vida onde os barrosões se reveem.
A obra foi concebida a partir do espólio de Gérald Bloncourt, o fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França na década de 60. São histórias de vida onde os barrosões se reveem.
«O PATINHO DESASTRADO» de Amélia Ferreira-Pinto
DIA DA
CRIANÇA
Um conto ─ uma
vivência
O PATINHO
DESASTRADO
A galinha Pintada era a mais bela e
atilada da capoeira. Mal o galo Sacrista, de crista romanista, dava o sinal da
alvorada, corria ligeira a esgravatar na
estrumeira.
Não que a vida não se ganha a dormir. E
a Pintada tinha grandes sonhos: queria voar, partir à procura de horizontes mais
largos.
Era uma galinha elegante, de um negro
esverdeado, salpicado de pintinhas brancas. A dona, a senhora Maria, já andava
de olho nela. Não duvidava que aquela dengosa daria uma grande poedeira ─ era de
raça─, mas seria uma boa mãe?!
A dengosa perdera o juízo: cantarolava,
batia as asas, numa correria louca pela cortinha, desafiando todos os galarós da
vizinhança.
Porém, após uma postura de uma dúzia de
ovos, a Pintada começou a ficar esquisita: perdera o brilho das asas, comia
pouco e andava febril. Punha a cabeça de lado, contemplava o azul transparente
do céu e pensava... pensava...
Deu em ficar na capoeira. Juntou umas
palhinhas à volta dos seus ovinhos, e ali se quedou sobre eles, dormindo e
sonhando, sonhando e dormindo. E só acordava quando a dona a chamava à
realidade, oferecendo-lhe alimento e água, que ela bebia sofregamente. Era então
que podia observar aqueles ovinhos tão brancos e polidinhos donde sairiam os
filhinhos da Pintada. Mas ocorrei-lhe uma ideia extravagante: foi pedir à
vizinha um ovo de pata e colocou-o no meio dos
doze.
A Pintada, quando deparou com aquele
intruso, exclamou surpreendida─ cuó! cuó! cuó!!!
E lá se foi ajeitando como pôde,
empurrando dum lado e doutro, abrindo as asas o mais que
podia.
Levantava-se, agachava-se, dormia...
dormia... sonhava e mal comia. E no fim de vinte e um dias, ouviu umas
batidinhas leves nas cascas dos ovos. Um a um, com a sua ajuda, saiam os
pintainhos: molhados, espantados, de biquinhos
afiados.
Com a atrapalhação, nem reparara naquele
ovo grande que para ali se agitava. Mas eis a sua surpresa quando lá de dentro
espreitou um biquinho, achatadinho, e um patinho amarelinho, desajeitado, saiu
da casca do ovo meio atordoado.
Có... có... có... có! Có... có...
có...! ─ gritava a Pintada muito assustada. Não
percebia aquele fenómeno. Que coisinha tão engraçada! Mas tão
molengona...
Piu... piu... piu... gemiam os
pintainhos, muito espertinhos, já de penugem
enxuta.
A mãe galinha aconchegou satisfeita a
sua ninhada. Ora ali estavam, sem tirar nem pôr, os seus doze filhinhos mais
aquele desconhecido. Era fácil de ver que não pertencia à sua raça, não senhor.
Mas que fazer? Não fora ela que lhe dera a vida?!
E o seu tormento tinha começado. À
noite, quando procurava abrigar do frio os pequeninos, lá saía ele, ligeirinho e
acalorado, debaixo das penas da mãe à procura do fresquinho; e por ali se
ficava, afastado das asas protectoras. A pobre mãe não descansava. Aquele
maluquinho não iria apanhar um resfriado?
O pior foi quando a dona trouxe a comida
e um pratinho com água. O doidinho, em vez de comer, pôs- se a brincar: enchia o
biquinho de água e sacudia-a por todos os lados. Os irmãos é que não gostavam da
brincadeira. Ele, todo contente, só desistia quando lhe tiravam o prato da
frente.
Dois dias depois, a senhora Maria pôs
os pintainhos no quintal, pertinho da capoeira; a galinha tratou logo de ir
ciscar bichinhos para os filhos. E cada vez que apanhava um, chamava-os muito
entusiasmada. Está bem. O patarrocho queria lá saber..., ou não percebia, ou
fingia não perceber.
Cuá... cuá... cuá..., que língua
aquela que aquele patetinha falava?! Estava mais que visto, não se entendiam.
Então ela oferecia-lhe o cibato e ele corria a debicar ervinhas?! Aquele filho
(seria mesmo seu filho?), só com muita
paciência....
À tardinha, dirigia-se a Pintada,
muito apressada, muito ligeira, com a sua ninhada, para a
capoeira.
Lá vai o patinho no fim da fila,
cambaleando, atrapalhado, muito atrasado. A Pintada pára a esperá-lo. Mas quê! O
maroto caíu. A o subir um sulco, perdeu o equilíbrio, e ei-lo de patinhas para o
ar a... dar a... dar... tal qual uma bicicleta voltada a... pedalar... a
pedalar...
A mãe choca foi ao seu encontro e,
duma bicada, pô-lo direito. Sacudiu a ponta das asinhas, firmou as patitas
vermelhinhas e correu atrás da mãe, ainda mal refeita do susto. Os irmãozinhos
piavam à volta daquele patetinha desastrado.
Chegara o mês de Abril ─ tardes
lindas, cheias de sol! As Eiras, o prado verdejante que dava acesso à aldeia,
cobrira-se de ervas tenrinhas e de margaridas de corolas branquinhas. Nos olmos,
os passarinhos mantinham conversas com os seus filhinhos. Lá em baixo, cantava o
ribeiro de águas mansinhas.
Para lá se conduziam as ninhadas que
cresciam ao calor do sol primaveril, em plena
liberdade.
Nesse dia, a Pintada passava pelas
outras galinhas de pescoço erguido, muito orgulhosa da sua prole. Elas voltavam
as cabeças, muito desdenhosas ao verem aquela coisinha esquisita que, pata aqui,
pata ali, seguia atrás dos pequenitos. Que horror! Onde fora ela arranjar aquele
besourinho! Seria moda criar um animalzinho tão
desajeitado?!
Piu... piu... piu... ─ gritavam
alegres os pintainhos.
Có... có... ró... có... ─ ia
cantando, toda vaidosa, a Pintada.
Cuá... cuá... cuá... ─ respondia lá
de trás o patinho amarelinho.
Que linda família! ─ dizia a galinha
Pedrês que apenas tinha três pintos todos carecas ─ é preciso ter sorte para ter
doze filhos daqueles, mais um diferente, mas tão engraçadinho.
Que abortinho! ─ replicava-lhe uma
mãe frustrada e invejosa.
Ao chegarem ao meio do prado, o
patinho saiu do grupo e pôs se a correr como um louquinho. Tinha ouvido o
murmúrio do ribeiro lá ao fundo e ficara fascinado. A galinha mãe correu atrás
dele apavorada. Chamou, gritou, mas o
rebelde não atendeu a rogos. Precipitou -se para o meio da corrente e nadou,
mergulhou, dançou...
Pobre Pintada! Gritou por socorro a
plenos pulmões: có... có... ró... có... có. Os irmãos, atarantados, nem
acreditavam no que viam. O tolinho deslizava feliz na serena superfície da água:
mergulhava a cabecita, espetava a mitrinha, sacudia as patinhas... Enfim: era um
fartar de malabarismos.
Só então a mãe compreendeu que ele
era completamente diferente dos outros irmãos. Deixou-o no meio da sua euforia e
foi esgaravatar nas estrumeiras que os lavradores ali
depositavam.
Os pintainhos ficaram cheios de
admiração por aquele irmão tão corajoso, tão atrevido. E um deles, iludindo a
vigilância da mãe, que de penas eriçadas, enfrentava o ataque dum corvo que
pairava lá no alto, foi, sorrateiro, espreitá-lo. O brincalhão estava todo
refestelado de patitas para o ar, gozando o calor do sol.
O pintainho pensou para consigo como
seria bom mergulhar naquela água fresquinha. Sem hesitar, atirou-se lá de cima
para experimentar. Rebolou como um novelo levado pela corrente. Foi só o tempo
do patinho saltar para água e salvar o imprudente.
A mãe galinha vinha aflita à procura
do desertor. Deparou-se com aquela cena e ficou paralisada. Afinal aquele
monstrinho amava os seus irmãos. Era diferente, sim, mas igual: era seu filho,
pertencia à sua família, integrara-se nela e acabava de o
provar.
Daí por diante, passou a acarinhá-lo
ainda mais e aceitá-lo como um verdadeiro filho ─ extravagante, sim, mas
querido. Não falavam a mesma língua, é certo, mas unia-os os mesmos
sentimentos.
Uma tarde, quando todos brincavam nas
Eiras, cada um à sua maneira, eis que surge uma família de gansos: a mãe à
frente encaminhando a prole, o pai vigilante à retaguarda. O patinho ficou
deslumbrado: correu a toda a pressa para o grupo. A Pintada
compreendeu...
Os gansos saudaram-no com afecto e
adoptaram-no como filho ─ cuá... cuá... cuá... gritavam contentes os gansinhos,
agitando as caudinhas. E os irmãos,
surpreendidos e tristes, assistiam de longe a toda àquela manifestação de
alegria.
A Pintada nem olhou para trás; pegou
nos doze filhinhos e foi andando para casa. O outro fora-se para
sempre.
O patinho desastrado, desorientado, e
de tudo já saturado, quando viu lá longe a Pintada e os filhotes, correu como um
danado. Nem se despediu dos seus.
Afinal, chegara à conclusão que fora
aquela quem o gerara, quem o criara e o acarinhava, sofrendo com paciência as
suas extravagâncias, as suas diferenças. Era ela a sua verdadeira mãe. Eram
aqueles pacíficos pintainhos os seus verdadeiros
irmãos
A Pintada ficou pasmada quando o viu
lá em baixo a correr aflito e exausto. Comovida, abriu as asas para o
receber.
.
11 maio 2016
SABROSA: "Reino Maravilhoso" da Literatura
Decorreu, de 4 a 7 de maio, no Espaço Miguel Torga em S. Martinho de Anta, a segunda edição do Festival Literário Encontradouro-Literatura e Territórios e cujo evento se estendeu aos Agrupamentos de Escolas Morgado de Mateus e Miguel Torga. Sabrosa mais uma vez vincou o seu papel difusor cultural na região consubstanciado num evidente processo evolutivo através da produção e promoção de vários eventos.
Durante este importante acontecimento cultural, que envolveu centenas de pessoas e contou com um excelente naipe de escritores, a literatura foi a temática dominante consociada com o território, ou seja o mote principal do evento e com ações também direcionadas para a comunidade escolar.
Um dos promotores e organizadores do ENCONTRADOURO, Francisco Guedes explicou a razão da sua aposta numa zona do interior. “ Queremos fazer de Sabrosa na região e no País, um grande polo cultural de vocação literária e associar a este processo também as escolas e os escritores convidados para o evento”.
Alguns dos escritores presentes, nomeadamente, Cristina Carvalho e Miguel Real realizaram palestras no Agrupamento de Escolas de Morgado de Mateus em Vila Real, acentuando assim o traço descentralizador deste evento e aglutinando à sua volta a comunidade escolar e criando estímulos à leitura. Também o Agrupamento de Escolas Miguel Torga em Sabrosa recebeu com alegria a presença do escritor timorense, Luís Cardoso, que perante os alunos do 8º ano narrou experiencias e histórias de vida resultando num excelente momento.
A 2ª Edição do ENCONTRADOURO foi oficialmente encerrada com a intervenção do embaixador Francisco Seixas da Costa que na sua intervenção fez “viajar”, com humor, o público presente através das assimetrias do desenvolvimento regional e da vigência de políticas centralistas das quais as regiões do interior têm sido alvo. Uma interessante abordagem da importância da dimensão local.
Durante este importante acontecimento cultural, que envolveu centenas de pessoas e contou com um excelente naipe de escritores, a literatura foi a temática dominante consociada com o território, ou seja o mote principal do evento e com ações também direcionadas para a comunidade escolar.
Um dos promotores e organizadores do ENCONTRADOURO, Francisco Guedes explicou a razão da sua aposta numa zona do interior. “ Queremos fazer de Sabrosa na região e no País, um grande polo cultural de vocação literária e associar a este processo também as escolas e os escritores convidados para o evento”.
Alguns dos escritores presentes, nomeadamente, Cristina Carvalho e Miguel Real realizaram palestras no Agrupamento de Escolas de Morgado de Mateus em Vila Real, acentuando assim o traço descentralizador deste evento e aglutinando à sua volta a comunidade escolar e criando estímulos à leitura. Também o Agrupamento de Escolas Miguel Torga em Sabrosa recebeu com alegria a presença do escritor timorense, Luís Cardoso, que perante os alunos do 8º ano narrou experiencias e histórias de vida resultando num excelente momento.
A 2ª Edição do ENCONTRADOURO foi oficialmente encerrada com a intervenção do embaixador Francisco Seixas da Costa que na sua intervenção fez “viajar”, com humor, o público presente através das assimetrias do desenvolvimento regional e da vigência de políticas centralistas das quais as regiões do interior têm sido alvo. Uma interessante abordagem da importância da dimensão local.
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