09 maio 2014

Mirandês: Unidade ou Divisão, por Amadeu Ferreira



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06 maio 2014

OLHAR A ÁGUA, MEDIR A ALMA: CONSIDERAÇÕES EM REDOR DA ESCRITA SOBRE A NATUREZA[1],por ISABEL ALVES

À memória de Zé Nascimento, que partiu inesperadamente e sem que
tivéssemos conversado acerca deste assunto.

Na tradição anglo-saxónica, a escrita sobre a natureza realiza-se a partir de uma reflexão que o autor faz sobre o homem e sobre a linguagem, traduzindo em palavras o mundo natural que o rodeia, conferindo-lhe uma ordem e um sentido. Nesse sentido, a escrita sobre a natureza é um espaço literário onde se cruzam apontamentos sobre história natural e enunciados de cariz subjectivo.
O que aqui designamos por escrita sobre a natureza é, no domínio da crítica literária, passível de se encontrar sob outras designações; assim, a representação das relações entre o homem e o mundo natural constituem o âmago de textos cuja denominação pode surgir também como ‘estudos sobre a paisagem’, ‘natureza na literatura’, ‘pastoralismo’, ‘regionalismo’, ‘ecologia humana’. Os estudos que aliam ecologia e literatura só na década de noventa recebem um estatuto de escola crítica, surgindo então um novo território de crítica literária: a ecocrítica. Este tipo de análise literária privilegia não apenas a atitude do autor para com a natureza, mas ilumina o padrão de inter-relações entre o homem e o mundo não humano, postulando a ideia de que viver melhor passa também pelo modo como se olha o mundo natural e nele se habita.
 Se na tradição inglesa as primeiras obras se reportam aos séculos XVII e XVIII[2], é no século dezanove, sob a influência da estética romântica, que o amadurecimento deste tipo de escrita acontece. William Wordsworth (1770-1850), o poeta inglês para quem os fenómenos naturais eram dignos de figurar nos seus versos, influencia definitivamente o Romantismo, um movimento cultural, filosófico e literário que enaltece o contacto do ser humano com a natureza. Acrescentando que a natureza pode dar forma, beleza e paz ao nosso espírito mais íntimo e elevar alto os nossos pensamentos, este poeta acredita também que os sentimentos dos homens são passíveis de serem tornados mais sãos e puros através de um contato mais directo e intenso com a natureza. Claramente, Wordsworth educou o olhar humano, ensinando-o a olhar intensa e profundamente o mundo natural. Para além do exposto, acrescente-se que o século dezanove foi riquíssimo no que ao desenvolvimento da história natural diz respeito. Veja-se, por exemplo, o dinamismo da biologia e da geologia decorrentes da exploração de Alexander von Humboldt à América do Sul (1799-1804) e da publicação de A Origem das Espécies (1851) de Charles Darwin.
Na América, a tradição da escrita sobre a natureza está associada à curiosidade e ao interesse de naturalistas que, viajando pelos vastos e desconhecidos terrritórios, produziam mapas e faziam inventários das muitas e novas espécies do Novo Mundo[3]. Assim, neste país, o embrião da escrita sobre a natureza encontra-se, por um lado, ligado ao desejo de narrar uma realidade completamente nova e, por outro, à procura de palavras e perspectivas que efectivamente traduzissem essa nova circunstância do homem no Novo Mundo. Consequentemente, a natureza e a forma – paradoxal – como tem sido lida e interpretada constitui um elemento essencial da matriz cultural e literária norte-americana. Embora o século dezanove tivesse tido nomes de incontestável importância neste domínio, e refiram-se apenas os de Ralph Waldo Emerson (1803-1882) e Henry David Thoreau (1817-1862), a definição de escrita sobre a natureza não deixa de causar estranheza,como se depreende das palavras de James Fenimore Cooper que, ao elogiar a obra Rural Hours, publicada em 1850 pela sua filha, Susan Fenimore Cooper, não deixa de confessar que o mundo não saberá o que fazer com um livro como aquele: estruturado segundo o ciclo das estações do ano, e que se desenrola em redor de um olhar pessoal e feminino acerca da vida rural de Cooperstown, Nova Iorque. Porém, nos dias de hoje, a obra de Susan Fenimore Cooper é vista como um exemplo de ética ambiental, pois tem como central a ideia de que os americanos se tornam mais virtuosos se mantiverem uma relação estreita com o ambiente natural que os rodeia, exortando-os a olharem com atenção o mundo para além da porta: “um prado é um delicado bordado de cores que deve ser examinado atentamente a fim de compreender todo o seu valor; e quanto mais de perto, melhor”[4].
A relação particularmente intensa entre a escrita sobre a natureza e a América deve-se ao facto de esta ser uma nação cuja mitologia proclama a perpetuação da ideia da América--como-natureza e, consequentemente, um espaço de contínua reinvenção e renascimento. Aquando da chegada dos europeus à América, e graças à forma de vida equilibrada das tribos nativas, estes poderam usufruir, à luz matinal daquele novo continente, de visões primevas, “frente a frente, pela derradeira vez na história, com algo comensurável com a sua capacidade de assombro” (Fitzgerald, 177). Procurando-se narrar o que nunca tinha sido colocado em palavras – a paisagem americana ‒, os autores de uma escrita sobre a natureza criam um espaço literário híbrido, procurando palavras e perspectivas que efetivamente traduzissem essa nova circunstância do homem europeu no Novo Mundo.

A diversidade e o movimento estão na base deste género literário, e são estas as características que o tornam um género congenial ao modo de ser americano. A fim de olhar atentamente o fenómeno da natureza e assim caminhar no sentido de um maior conhecimento do eu, os autores que se dedicam à escrita sobre a natureza privilegiam o peripatetismo: na base das considerações que fazem sobre a natureza estão as caminhadas em redor de paisagens, lugares que definem como sendo de movimento, e que estão na base de associações imaginativas e processos alquímicos de transformação. Esses passeios decorrem maioritariamente em locais que o autor conhece bem, o que significa que atentar no meio natural é também celebrar o lugar e reconhecer o seu efeito sobre a existência humana. É também uma aprendizagem da humildade. Neste sentido, podemos afirmar que a escrita sobre natureza intensifica a curiosidade humana sobre o particular, dando a conhecer o que de surpreendente nos reserva um olhar atento sobre o que de antemão consideramos apenas próximo e familiar. A escrita sobre a natureza é um género cujos textos se caracterizam por uma estrutura narrativa aberta, valorizando-se sobretudo a vitalidade, o movimento e a imaginação, aspectos fulcrais uma vez que estes se encontram em sintonia com o facto de nesses textos se cultivar a ideia da interdependência ‒ dos organismos vivos com a vida humana.
Pilgrim at Tinter Creek, obra que em 1974 deu a Annie Dillard o Pulitzer, gira em torno da metáfora da visão: percorrendo a natureza circundante, e prestando atenção aos fenómenos que a constituem, Dillard quer ver o que de outro modo lhe passaria despercebido: “Saí; vejo qualquer coisa, um qualquer acontecimento que de outro modo se teria escapado, perdido completamente. Ou qualquer coisa me vê, um enorme poder varre-me com a sua asa perfeita, ressoando como um sino” (Dillard, 5)[5]. A natureza apresenta-se como um território de descoberta pessoal e ver significa apreender melhor um eu interior. Dillard, à semelhança de Henry David Thoreau, deseja escrever um diário meteorológico da mente: interligar as histórias e visões que nascem da observação dos vales, cursos de água e montanhas de Blue Ridge, Virginia, com o território desconhecido da mente humana. O olhar de Dillard fortalece a perspectiva de que escrever sobre a natureza é, tal como o indica a água sempre em movimento do ribeiro – Tinter creek –, tentar apreender o que se mostra inapreensível; o mundo oferece-se em constante mutação. Contrariamente a uma montanha, representante do mistério antigo e passivo, o ribeiro representa o mistério da criação contínua, o seu curso de água plasmando a incerteza, o terror das formas fixas, a dissolução do presente, a complexidade da beleza, a força da fecundidade, a ilusão das formas livres, a natureza nem sempre perfeita da perfeição (Dillard, 3).
Antes de Dillard, Emerson e Thoreau já haviam chamado à atenção para o património natural americano, esse que haveria de se constituir em voz singular da América. No texto fundacional, “Nature” (1836), diz Emerson: “Por que motivo não haveremos nós de desfrutar, também, de uma relação directa com a Natureza?” (Emerson, 13-14). Henry David Thoreau, por seu lado, experimentou, de forma direta, a natureza americana. É em redor de Concord, Massachusetts, que observa minuciosamente a natureza – identifica árvores, flores e gramíneas, anota o regresso das aves na primavera, mede o nível das águas dos rios, os anéis das árvores e o tamanho das sementes. Vivendo embora no século dezanove, ele é um precursor do moderno discurso ambientalista, pois reivindica a necessidade de conservar a natureza como um domínio de vitalidade e de diversidade. Balizado por um saber científico, Thoreau, no entanto, não descura a imaginação e dedica o seu tempo a observar e estudar a paisagem à sua volta. Partindo do particular, deseja alcançar os ritmos e os padrões universais, tendo sempre à mão uma linguagem poética: confessa ter grande fé numa semente; perante uma semente, prepara-se para esperar maravilhas.
[...]

In: A Terra de Duas Línguas II – Antologia de Autores Transmontanos




[1] Esta é uma versão atualizada do texto apresentado no “Congresso de Homenagem ao Douro/Duero e seus rios: memória, cultura e porvir”, Zamora, Abril 2006.

[2] Finch e Elder assinalam as obras de John Ray, The Wisdom of God Manifested in the Works of Creation (1691) e de Gilbert White A Natural History of Selborne (1789) como sendo aquelas que inauguram uma tradição de teologia natural: a natureza é um território onde a presença divina se faz sentir. Esta mesma tradição encontrará solo fértil também do outro lado do Atlântico.

[3] Sempre que no texto referimos “América”, “americanos” ou “Novo Mundo”, temos em mente o território e o povo dos Estados Unidos da América.

[4] No original: “a meadow is a delicate embroidery in colors, which you must examine closely to understand all its merits; the nearer you are, the better” (Cooper, 1998: 76). Nossa tradução.

[5] "I walk out; I see something, some event that would otherwise have been utterly missed or lost; or something sees me, some enormous power brushes me with its clean wing, and I resound like a beaten bell". Nossa tradução.

23 abril 2014

Ainda os lugares, por António Sá Gué


 De facto, nestas terras, não existem grandes monumentos de invejável beleza e de admirável grandeza, como existem noutras regiões, nacionais ou estrangeiras. É como se não existissem factos históricos a comemorar, como se a alma humana, por pequenez ou abandono, não sentisse essa necessidade de deixar marcas aos vindouros. Tenho as minhas explicações, corretas ou não, pouco interessa. Aquilo que posso afirmar, com clareza, é que a alma do povo é grande, isso eu sei, apesar de nunca a ter medido, mas conheço-a como a palma da minha mão, é de lá que venho. Estas coisas sabem-se, sentem-se mas não são mensuráveis.
Eu sinto essa grandeza perante uma pequena ermida, uma capela, uma grande pedra. Sinto a grandeza do tempo que passou por ela, sinto a grandeza do esforço de quem a construiu, de quem a içou na roldana, o suor de quem a moldou, de quem se encostou a ela. Gosto de pensar que nos caminhos vivem as almas de quem os calcorreou milhentas vezes, e de olhar para as marcas da erosão como as marcas dessas almas. Gosto de pensar que a pedra quadrada da parede de uma pequena igreja adquiriu o sentir do pedreiro que a talhou. Gosto de pensar que os locais e as coisas adquirem o espírito do tempo. Gosto de olhar para elas e tentar captar esse mesmo espírito que acredito encerrarem.
Nesta minha ingenuidade, acabo por falar de uma capela como se fosse a maior obra de arte, acabo por falar das coisas com uma paixão e um sentimento que não correspondem às constatações objetivas. Gosto de falar delas com a importância que tiveram, para quem as construiu, mas que em boa verdade não passam de meras paredes erguidas, a quem o tempo geológico não perdoará.
.
António Sá Gué

In: Quadros da Transmontaneidade


BRAGANÇA - Dia Mundial do Livro


22 abril 2014

CONVITE

 Convite para a apresentação do romance Espada de Santa Maria, editado pela Chiado Editora do autor César Alexandre Afonso. A apresentação terá lugar em Vinhais no centro Cultural Solar dos Condes dia 16 de Maio pelas 17h30, pelo Escritor Francisco Moita Flores, aquando da abertura da Feira do Livro de Vinhais.

Provérbios - Três por dia


1 - Cá e lá rabos de palha há.
2 - Cá na Terra, tudo se faz e tudo se paga.
3 - Cá se faz(em), cá se paga(m).

21 abril 2014

Consuelo, o amor proibido - CONVITE

Nota do editor

A raia foi muito mais que um espaço geográfico. A raia foi um microcosmo, um espaço multicultural, económico e comunitário, um espaço de partilhas que os seus habitantes sempre souberam conciliar, às vezes ignorando a lei, lei essa muitas vezes ao serviço de outros interesses e não os dessa comunidade.
A raia, como se percebe, é o pano de fundo de grande parte dos contos que o autor nos oferece. Essas vivências transfronteiriças surgem-nos num período conturbado da nossa história, num período em que a guerra civil grassava em Portugal e onde, mais uma vez, os ideais eram comuns em ambos os lados da fronteira.
Perante esta realidade histórica, que é um facto, somos obrigados a questionar-nos sobre a física fragilidade da mesma e, quem sabe, a elevar o nosso pensamento para este nosso tempo, este início do século XXI, muito próprio, muito global, mas simultaneamente egocentrista.
Consuelo, o amor proibido, não é uma obra de mera ficção. Estas bem urdidas narrativas de Bernardino Henriques possuem uma dimensão humana que me leva a apostar na sua divulgação. Nelas, há a eterna luta entre a emoção e a razão, seja ela qual for, e que muitas vezes é o resultado de uma época histórica, de uma ética e moral vigentes, e não fruto do desenvolvimento e do progresso humano.
O ser humano é-nos apresentado frágil, cheio de contradições, e nem o estatuto profissional o consegue enobrecer. As emoções, sejam elas de celibatários ou não, acabam sempre por influenciar o nosso comportamento, às vezes extremo, e a questão põe-se mais uma vez: onde acaba a emoção e começa a razão, ou vice-versa?
O autor não nos dá nenhuma resposta, e nem é necessário. Isso é sempre algo que permanecerá na consciência de cada um de nós, e poderá ser sempre avaliado de diferentes perspectivas. Há uma relatividade em tudo o que é profundamente humano, esse relativismo é atávico, faz parte da sua natureza e permanecerá nele, em nós, ao longo da sua existência.

António Sá Gué 

20 abril 2014

Academia de Letras - PROGRAMA DE ABRIL NA RÁDIO BRIGANTIA - António Monteiro



Academia de Letras, PROGRAMA DE ABRIL na Rádio Brigantia- António Monteiro.

Pode preencher  a ficha de Inscrição da ALTM AQUI


PAISAGEM DA MEMÓRIA, por Amadeu Ferreira

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Provérbios - Três por dia


1 -É a falar que a gente se entende.
2 - É à força de irritar a Deus que se ensina a demolir o templo.
3 - É a intenção que faz a acção.

ESCRITORAS TRANSMONTANAS - Paula Salema



ESCRITORAS TRANSMONTANAS - Regina Gouveia



18 abril 2014

António Chaves,Barroso da Fonte (João),Bento da Cruz e José Dias Baptista

Resumo: Debruçando-se sobre o período subsequente à Implantação da República, a obra destaca o papel activo desempenhado pelo padre barrosão Domingos Pereira. A origem numa das últimas comunidades de camponeses livre, s da Europa, a formação religiosa e a actividade política de guerrilheiro em armas fazem desta figura «um curioso “estudo de caso”» e «um ponto de observação privilegiado» das contradições geradas no país na passagem do século XIX para o século XX.

Autores:

António Chaves
Nasceu em Negrões, concelho de Montalegre, em 1943.
Licenciou-se em Economia, em Lisboa, pelo ISEG e obteve o grau de Mestre em Economia Europeia pela ULB, Bruxelas. Foi bolseiro do Governo Belga, do Instituto para a Alta Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian para a especialização em Economia Europeia; professor do Ensino Superior e colaborador de grandes empresas de consultoria.
Correspondente da RTP em Bruxelas e do semanário O Jornal. Escreveu monografias e argumentos para cinema comoUm Natal em Barroso.
O livro A Última Estação do Império é o seu mais recente trabalho.

Barroso da Fonte (João)
Nasceu em Codeçoso, concelho de Montalegre, em 1939.
Frequentou o Seminário de Vila Real; licenciou-se em Filosofia e é Mestre em Cultura Portuguesa.
É autor de sete livros de poesia e de mais de três dezenas em prosa, entre os quais: Usos e Costumes de Barroso,Dicionário dos mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses e Afonso Henriques – Um Rei polémico.
Foi Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães e director do Paço dos Duques de Bragança. Dirigiu o semanário O Comércio de Guimarães, e A Voz de Guimarães, de que foi fundador. É director do jornal Poetas e Trovadores há cerca de 15 anos. Colaborador assíduo de várias publicações regionais e nacionais, ao longo de 60 anos de jornalismo.

Bento da Cruz
Nasceu em Peireses, concelho de Montalegre, em 22 de Fevereiro de 1925.
Frequentou a Escola Claustral de Singeverga e prosseguiu os estudos, licenciando-se em Medicina na Universidade de Coimbra.
Regressou a Montalegre, onde exerceu clínica geral e estomatologia.
Foi deputado à Assembleia da República.
É o patrono da Escola Secundária Dr. Bento da Cruz, em Montalegre.
Publicou cerca de duas dezenas de obras literárias, com destaque para Planalto de GostofrioO Lobo GuerrilheiroA Loba e A Fárria, elogiadas pela crítica e distinguidas com prémios literários nacionais e internacionais de referência, nomeadamente, Prémio Literário Diário de Notícias e Prémio Eixo Atlântico de Narrativa Galega e Portuguesa.
Fundou em 1974 o jornal Correio do Planalto, de que é director.

José Dias Baptista
Nasceu em Vila da Ponte, concelho de Montalegre, em 24 de Julho de 1941.
Frequentou o Seminário de Vila Real e o Curso do Magistério Primário, que complementou mais tarde com a licenciatura.
Pertenceu ao Quadro Técnico Superior como Inspector do Ensino.
Investigador da história local de Barroso com trabalhos científicos publicados, nomeadamente, na Revista Aquae Flaviae, de que foi co-fundador.
É autor de várias obras de poesia, de divulgação e de investigação histórica, entre as quais O País Barrosão eMonografia de Montalegre.


NOTA PRÉVIA

O ano de 2012 associa duas ocorrências com impacto em Barroso. Constituem parte integrante do que ficou conhecido na história por Incursões Monárquicas no Norte de Portugal. Tiveram repercussão relevante em Vinhais, Chaves, Valença do Minho, Cabeceiras de Basto, Fafe, Porto e, de um modo mais geral, em todo o país.

HISTÓRIAS QUE AS PALAVRAS CONTAM, por Amadeu Ferreira

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ESCRITORAS TRANSMONTANAS - por Virgínia do Carmo



ESCRITORAS TRANSMONTANAS - Ilda Fernandes


Ilda Fernandes, filha de João José Fernandes e de Maria Joaquina de Andrade - proprietários agricultores, nasceu em Maçores - Moncorvo, em 3 de Julho de 1939.
Em 1964 completou o Curso do Magistério Primário na Escola do Magistério Primário de Coimbra, em 1984 licenciou-se em Ciências Históricas na Universidade Livre do Porto, em 1993-1996 concluiu o Mestrado em História Ibero-Americana na Universidade Portucalense Infante D. Henrique do Porto, desde 2002 Doutora da em História na Universidade Portucalense Infante D. Henrique do Porto com a Dissertação, Mirandela Tradição e Modernidade.
Em 1994, por solicitação do Ex.º Senhor Bispo da Diocese de Bragança, D. António Rafael, efectuou uma Sinopse Monográfica de Maçores - Moncorvo.
Em 1996 defendeu Tese de Mestrado com o Trabalho de Dissertação, Aspectos Económico-Sociais de Torre de Moncorvo nos Finais do Século XIX.
Executou entre outros, os trabalhos de maior destaque: Usos e Costumes da Minha Terra, Índios do Brasil e para Seminário de Licenciatura - Doações ao Mosteiro de S. Bento de Santo Tirso. Para Mestrado, além de outros, elaborou Escravatura no Brasil, Emigração para o Brasil (1850-1930).
Colaborou no Jornal de Matosinhos, Revistas da Romaria da Senhora da Hora, conferenciou, escreveu em prosa e verso sobre as Origens da Vila da Senhora da Hora, As Romarias em Portugal, Presente Passado e Futuro da Romaria da Senhora da Hora, Raízes Cristãs da Senhora da Hora, O Valor da Leitura, A Liberdade, A Criança e o Professor, Origem e Tradições do Carnaval, Património Histórico-Cultural do Centro Histórico da Senhora da Hora, Tradições Carnavalescas do Concelho de Esposende.
Como professora do Ensino Básico e Secundário, leccionou na Escola Industrial de Pombal, Escola Masculina de Sobrado - Valongo, Escola de S. Pedro do Avioso - Maia, Escola Mista das Areias - Carrazeda de Ansiães, Escola C+S de S. Martinho do Campo - Santo Tirso e Escola N.º 2 da Senhora da Hora.
Livros Publicados:
1996 - Senhora da Hora Subsídio para a Sua Monografia.
2000 - Senhora da Hora Monografia.
2001 - Frechas Tradição e Modernidade.
2001 - Torre de Moncorvo Município Tradicional.
Incluída no 2.º volume do Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos, é sócia e voluntária na Casa do Caminho da Senhora da Hora, membro e colaboradora da Associação Cultural da Senhora da Hora, Associação Cultural e Recreativa de Maçores - Moncorvo, Associação Cultural de Esposende e Lions Clube da Senhora da Hora.

17 abril 2014

ESCRITORAS TRANSMONTANAS - Raquel Serejo Martins


Raquel Serejo Martins nasceu em Trás-os-Montes (Vilarandelo, Valpaços). É licenciada em Economia, vive em Lisboa. Colaborou com a Rádio Universitária de Coimbra e e com o Diário de Coimbra. Tem dois gatos, o Xana e o Ícaro, pratica ioga, e tenta escrever poemas, fados e outras canções. Comove-se com as palavras de Lobo Antunes, Joaquín Sabina e Chico Buarque, com as pinceladas de Paula Rego, e com o cheiro a terra molhada em entardeceres de verão.

Uma mentira que foi verdade (2), por Amadeu Ferreira


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ESCRITORAS TRANSMONTANAS - Adília Fernandes


Adília Fernandes nasceu no Felgar, concelho de Torre de Moncorvo. Iniciou aqui os seus estudos.É licenciada em História pela Universidade do Porto e mestre na mesma área pela Universidade do Minho, em Braga,à qual continua ligada como investigadora. Tem vários trabalhos publicados, com particular incidência no âmbito da sua especialidade, História das Mulheres .É fundadora e elemento da direcção do CEPIHS– Centro de Estudos e Promoção da Investigação Histórica e Social – com sede em Torre de Moncorvo.

Publicou,além de DE ASYLO A FUNDAÇÃO – 100 ANOS DE UM AGIR SOLIDÁRIO EM TORRE DE MONCORVO,2008,O LUGAR FEMININO NO LICEU DE SÁ DE MIRANDA, BRAGA (1930 – 1947),2009,e,em 2010,HISTÓRIA DA PRIMEIRA REPÚBLICA EM TORRE DE MONCORVO 1910 – 1926.

Caros associados da Academia de Letras de Trás-os-Montes:

Como deve ser do vosso conhecimento, a nossa Academia acompanha o ritmo das actuais técnicas de comunicação/informação, mantendo activos o blogue e o facebook. Se nem todos se renderam à coqueluche do segundo, a todos é acessível o primeiro, “alimentado” diariamente com a boa vontade e eficiência do sócio honorário, o realizador Leonel Brito. Para tal é necessário que os sócios dêem o seu contributo, enviando textos da sua autoria, éditos e/ou inéditos, para que a voz dos transmontanos ecoe mais longe e que os frequentadores do blogue (em número muito significativo) tomem contacto com a nossa cultura e identidade, se consciencializem de que, neste interior enjeitado, nasceram e vivem mulheres e homens cuja obra, por melhor que seja, não consegue, salvo raras excepções, transpor fronteiras geográficas e impor-se nos grandes meios literários.
    Todos nós temos, com certeza, a atafulhar-nos as gavetas, escritos ansiosos por sair da clausura. Aqui está uma oportunidade de lhes fazer a vontade. Ou então textos extraídos de obras publicadas, fotografias, notícias de eventos como apresentação de livros, tertúlias, seminários, etc. Pretende-se divulgar a actividade de cada um no domínio da literatura e informar, com antecedência, todos os associados das manifestações culturais a que lhes interessa assistir ou que os envolve.
    Acima de tudo, queremos mostrar que a Academia está viva e de boa saúde, que tem projectos em curso, sócios dinâmicos, estando a sua direcção empenhada em dar-lhe cada vez mais visibilidade.
  Contamos convosco. Basta enviar a vossa colaboração para o e-mail: academiadeletrasosmontes@gmail.com ou, por carta, para o seguinte endereço: Academia de Letras de Trás-os-Montes
  Centro Cultural Municipal Adriano Moreira, Praça Camões
5300-104 Bragança

A Direcção.

16 abril 2014

“Modernidade avulso: escritos sobre arte” de Isabel Nogueira

A livraria Traga-Mundos foi convidada para estar presente com uma banca de livros da autora no lançamento do livro “Modernidade avulso: escritos sobre arte” de Isabel Nogueira, com apresentação por Jorge Figueira, na Biblioteca Municipal Júlio Teixeira em Vila Real, no dia 17 de Abril de 2014, pelas 21h30. 

ESCRITORAS TRANSMONTANAS - Lourdes Graça C.Cunha e Silva


Tiago Patrício no JL (Jornal de Letras, Artes e Ideias) nº 1135


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