16 agosto 2012

Uma Academia de Duas Línguas

Ernesto Rodrigues


Comunicação apresentada na Academia Paraense de Letras, em Belém do Pará, Brasil, no dia 2 de Abril de 2012. 



Quero apresentar uma academia de duas línguas na terra mais montanhosa de Portugal, Trás-os-Montes, que, todavia, é uma região – e assim os seus autores, a sua literatura − sem paredes.
Três condições se requerem na definição de cultura, segundo T. S. Eliot: uma «estrutura orgânica» assente em classes sociais e transmissão hereditária; a especificidade geográfica, ou «regionalismo», desembocando em «culturais locais»[1]; a religião, com seus cultos e devoções.
Olhando ao chão transmontano, seria ocioso confrontar classe e elite, quando os grupos sociais mal se destacam e os antropólogos ainda se deliciam com manchas de comunitarismo agro-pastoril. Considerada a prioridade e riqueza deste, sucede «O principal canal de transmissão de cultura» (p. 43), a família, conceito que salta facilmente as paredes de um lar para formas colectivas. Assim se explicam estudos continuados sobre o nosso romanceiro, ímpar no contexto nacional; sobre a oratura em prosa, retrabalhada por vários ficcionistas; sem esquecer o disperso cancioneiro em quadras de redondilha maior, exemplarmente recolhido em quinhentas densas páginas do Cancioneiro Popular Transmontano e Alto-Duriense, de Guilherme Felgueiras[2].
Sirva-nos o índice geral deste para entendermos, numa Europa que se pretende de regiões, a pequena parcela transmontana. O seu quotidiano é de relação: com a natureza, os mundos animal e vegetal, entre galanteios e requebros, arrufos, chacota, «penas de amor», relação que fundamos em três núcleos essenciais: vida social e moral, incluindo-se, aqui, os costumes; vida material; linguagem.
Na vida social e moral, convergem bodas, baptizados, ritos fúnebres, demandas, outros eventos; com datas fixas, há cerimónias religiosas, festas, Entrudo; constantes são a má-língua e as noites ao calor da lareira. Serão, família, região − eis uma tríade feliz, base da cultura intersubjectiva e social.
Mas a cultura reforça-se com uma componente instrumental, um saber-fazer, na passagem à vida material: além da cultura da terra (na origem do sentido literal de cultura), de técnicas ancestrais ainda em uso, de ofícios, indústrias caseiras, somem-se adornos e trajes, alimentação, iluminação, etc. De tudo isto dá conta, miudamente, a leva de etnólogos, antropólogos, sociólogos, historiadores (sobretudo, historiadores das mentalidades). O estado de conservação de Trás-os-Montes seduz, para lá de paredes que recebem sempre bem. Não menos atenta a esse chão, e generosa, se mostra a literatura, alargando as potencialidades no campo da linguagem.
O que, no tocante às línguas, como se verá, tem a região de diversidade, tem de unidade em matéria de religião. Responde a contento ao voto final de Eliot, pois, «sem uma fé comum, todos os esforços para unir mais as nações, em cultura, não poderão produzir mais do que uma ilusão de unidade» (p. 82). Esta visão medieval é, ainda, a do tempo em que a Igreja cimentava a Europa política. Bem ou mal, a religião é força incontroversa, vazada em catolicismo apostólico romano, jamais imune ao paganismo de rituais festejados até pelos mais crentes, a par de crendices e bruxedos, de medicina popular, de pactos com o Diabo e tentações da carne que arrepiam serafins. Veja-se como o cónego Ochoa, que dá título ao romance O Cónego (2007) de Pires Cabral, desonra Gervásia, a filha do feitor Querubim. Já Herculano, o jacobino do lugar, reforça a palavra da rua, a atmosfera de merenda à lareira, concorrendo para um quadro aldeão disputado entre igreja e taberna. Citei quatro lugares de eleição, ou cenários – rua, lareira, taberna, igreja −, em que a força desta sai relativizada.
É extraordinário, porém, ver reunidas família, região e religião na mais comum figura do padre-escritor, cujo paradigma é Francisco Manuel Alves (1865-1947), Abade de Baçal, localidade próxima de Bragança. Muito do que sabemos de nós mesmos lhes é devido, misto de arqueólogos e cientistas sociais.
Deles deriva uma especialidade transmontana: em finais do século XV, com os Descobrimentos, nascem os nossos primeiros missionários, e, desde o século XVIII, não há vila que dispute o lugar a Freixo de Espada à Cinta, em braços, almas e orientes. O maior e mais quantioso do século XX, o padre Manuel Teixeira (1912-2003) –viveu 76 anos no Oriente, publicou 123 livros −, bibliografou 41 conterrâneos de cruz e batina, dando, em apêndice a Missionários de Freixo de Espada à Cinta (1993), lista de outros 54, quase todos com obra literária teológica e historiográfica, mesmo ficcional e lírica, e, não raro, bilingue, em português-mandarim. Alguns voaram até esferas que causam espanto, nesta inesperada conclusão: a sinologia tem dedos e glote transmontanos. Mas também o Japão tem os seus expoentes, caso do padre Jaime Coelho, autor do Dicionário Japonês-Português (1998). Entre os 3 500 volumes por ele oferecidos à Biblioteca Municipal de Bragança, muitos são em japonês.
O reverso desta história de religião é a guerra de religiões, que trouxe a Inquisição: agora, o intelectual expatria-se à força e opta pela Europa. No século XX, à perseguição política, junta-se o Brasil como terra de exílio.
Os núcleos judaizantes do Nordeste português sofrem razia. Entre as dezenas de ilustres que fogem, Isaac Oróbio de Castro (c. 1620-1687) filosofa, em Amsterdão, contra Spinoza; a partir de Londres, o médico Jacob de Castro Sarmento (1691-1762) divulga, em Portugal, Newton e a ciência do tempo.
Não párocos de aldeia, nem missionários, nem judeus, outros saíram, equivalentes, no pensamento, aos grandes marinheiros transmontanos Diogo Cão, Fernão de Magalhães, João Rodrigues Cabrilho: refiro-me aos humanistas de Quinhentos, e a quantos se dirigiram às universidades europeias, sobretudo, à da vizinha Salamanca. Relevo, aqui, o professor e poeta neolatino Inácio de Morais (1507?-1580).
Já peregrino de Europas e de cortes, temos Francisco de Morais, que no apelido transporta humilde terra do distrito bragançano. O seu Palmeirim de Inglaterra (c. 1544) funda parte da literatura universal: «Quién más discreto que Palmerín de Inglaterra?», lê-se no Don Quijote de la Mancha (1615, cap. I), que tanto o celebra na primeira parte (1605). Justo, equânime, esse herói bebeu num húmus de coisas fantásticas, mouraria, sensualidade e apelo constante à deslocação geográfica, que nos caracteriza. Conta Francisco de Morais que, na sexta-feira de Endoenças de 1521, um ferreiro de Bragança leu, numa igreja, A Celestina[3] Terras insólitas: se a Igreja condenava livros de cavalarias, mais condenava o realismo de Fernando de Rojas.
Onde buscar, entretanto, o peso ou sentido de região à luz do estrato cultural que é a literatura, cujo universo referencial fugidiamente descrevi? Na linguagem. Ao contrário do resto nacional, temos duas línguas oficiais, português e mirandês, e, registados, quando não pronunciados, os subfalares barrosão, sendinês, guadramilês e rionorês.
O rionorês ou riodonorense é o mais estudado, dadas as formas de comunitarismo que atraiu antropólogos no séc. XX. Em 1909, Daniel José Rodrigues reuniu, na revista coimbrã O Instituto, breves contos exemplares acompanhados de versão em português. Dou um exemplo:

Un dia un arrieiro cuntou q’habia curriu as cinco partes d’al mundo, e que entre outras cousas, habia bisto una en que ningun habia falado.
Iera un pie de berzas tan alto que cincoenta cavalheiros puestos a dreito uns dos outros pudiam andar da cabalo debaixo d’ua d’estas fôias. Un dos que uíran, num s’acordando d’ua d’estas cousas, dixo cun o maior descanso: q’el tamien habia viaxau, e que chegando al Xapon, habia bisto cun grande admiracion mas de três cientos de caldeireiros a trabaiar n’um grande caldeiron, drento d’al qual staban mas de cien persós a limpal’o. Mas que querien ellos fazer cun aquelle grande caldeiron?, precurou al principio. Era para cozer al ton pie de berza.

Versão

Um dia um arrieiro contou que tinha corrido as cinco partes do mundo e que, entre outras coisas, tinha visto uma na qual ninguém tinha falado.
Era um pé de couve tão alto que cinquenta cavaleiros formados podiam cavalgar debaixo duma das folhas.
Um dos ouvintes, não se lembrando de tal coisa, disse com a maior placidez que também tinha viajado e que, chegando ao Japão, tinha visto, com grande admiração, mais de trezentos caldeireiros, a trabalhar num grande caldeirão, dentro do qual estavam mais de cem pessoas a limpá-lo. Mas que queriam eles fazer com aquele grande caldeirão?, perguntou o primeiro. Era para cozer a tua couve[4].

Da gramática ao consultório linguístico na Imprensa escrita, na rádio e na televisão, foi gente nossa a pautar a língua nacional: nos séculos XVII e XVIII, Amaro de Reboredo e Madureira Feijó; no séc. XX, Augusto Moreno, Raul Machado, Edite Estrela.
Ora, é face à regra e sua reversão, à pronúncia oblíqua e seu registo, ao novidoso vocábulo, que esteticamente se perfila e transmite um conjunto particular de imagens em que nos solidarizamos, seja nesse chão ou nas comunidades por esse mundo de Cristo. O nosso mundo é «em qualquer Brasil», disse Miguel Torga, em conferência de 1948:

Nascemos aqui, mas nascemos desterrados, reais ou potenciais, e sempre com parte do sangue no exílio. Todos temos um irmão, um filho, um primo ou a família inteira em qualquer Brasil[5].

Na conferência “Trás-os-Montes no Brasil”, lida no Centro Transmontano de São Paulo e no do Rio de Janeiro, em 14 e 16-VIII-1954 – onde surge a célebre máxima «O universal é o local sem paredes» –, tem um paradoxo notável, ao afirmar que «realidade sem muros»[6], realidade paralela a «qualquer Brasil», era a região com mais muros e muretes: Trás-os-Montes, naturalmente... Este minifúndio da sobrevivência leva-me a pensar que a espécie mais adequável ao génio local é o conto. Exceptuando Eça de Queirós, o cânone do conto tira-se de Trindade Coelho, Domingos Monteiro, Torga, João de Araújo Correia, a par dos ainda vivos Bento da Cruz e Pires Cabral, entre tantos…
Ora, sobre esta região aberta ao mundo, cumpre citar os não-naturais, os que, de passagem, a enaltecem, ou nela firmam obra. Vamos, assim, do quatrocentista Fernão Lopes a Agustina Bessa-Luís, de Abel Botelho ao Ferreira de Castro que respirou Belém de Pará quando jovem, de António Nobre a Jorge de Sena...[7]  Outros são adoptados, como José Rentes de Carvalho e Herculano Pombo, cujo mal conhecido título Crescem Pães Pelos Outeiros (1994) releva de um ciceroneio aldeão entre pórtico de igreja e solar, nos mostra junta de bois puxando arado, estrume à espera de ganchas, sementeira, geadas, adubos, ferranha para as crias, segada, malhada, acarreja difícil por causa do restolho em pé leve, eiras, medas e palheiros, saco de grão, moinho, forno, cantigas e dizeres, malandrices, pitas, recos… Alguns destes termos nem um falante culto os entende.
Na primeira fila dos naturais que partiram, mas não cortaram liames, está um estranho Álvaro do Carvalhal (1844-1868) fazendo correr sangue e melodrama em seis contos; Guerra Junqueiro; Trindade Coelho; entre os vivos mais velhos, Luísa Dacosta, estreando-se com as «almas mortas» transmontanas de Província (1955), Diz ela, representando-nos a todos:

Tive uma infância feliz, não rica, mas feliz, sem infantário. Andei de burro, apanhei rãs nos rios, subi descalça às árvores, fiz magustos, fiz roupinhas e cozinhei para as bonecas em fogões pequeninos, mas autênticos, fiz enterros de passarinhos, todas essas coisas e que eu acho que são importantes para crescer[8].

A ausência da ‘pequena pátria’ pode te razões diplomáticas (Monsenhor José de Castro, Armando Martins Janeira); excepcionalmente, ideológicas (João Sarmento Pimentel, que morreu em São Paulo); económicas, laborais, educativas. O jornalismo obrigou à saída de inúmeros (Norberto Lopes e Raul Rêgo estão entre os maiores na história da Imprensa portuguesa), com mão na crónica, em alguma ficção e mesmo no verso. Eduardo Guerra Carneiro e Francisco José Viegas, actual secretário de Estado da Cultura, respondem por todos. Professores e ensaístas, em remissões constantes da terra-mãe na obra e na actividade pública, foram Emídio Garcia, Ferreira Deusdado, Maximino Correia, Santa Rita Xisto (primo de Camilo Pessanha, cuja família era de Mirandela), o simultaneamente encenador e tradutor do alemão Paulo Quintela[9], A. A. Gonçalves Rodrigues (fundador do ISLA, cujos 5 volumes de A Tradução em Portugal, desde 1495, são um marco), Adriano Moreira, presidente da Academia das Ciências e presidente honorário da Academia de Letras de Trás-os-Montes…
Na ordem de tarefas ciclópicas, releve-se Hirondino da Paixão Fernandes, cuja Bibliografia do Distrito de Bragança ultrapassa oito mil páginas. Acaba de sair o primeiro de dez volumes. Transcende as 800 páginas do vol. VII, dedicado aos “Notáveis”, das Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, do Abade de Baçal. Quer aqueles dez volumes, quer os 12 volumes da nova edição destas Memórias… são devidos ao município de Bragança, presidido pelo Eng. António Jorge Nunes, com a dra. Fátima Fernandes na vereação na Cultura.  
Como poderia eu, em fala breve, citar milhares de nomes que honram o quinto maior distrito de Portugal, com 6 608 quilómetros quadrados e uma população de tão-só 140 mil habitantes, ou seja, a décima parte de Belém do Pará? Não esquecerei o mais transmontano de todos[10], por aí se ter feito homem junto da e contra a família, e construído autor, entre os dez e os 22 anos, impondo-se novelista de atmosfera local logo na estreia (1851): Camilo Castelo Branco. No seu agitar da língua clássica, há larga composição do idiolecto provincial.
A atenção crescente ao local, às suas belezas naturais e potencialidades, estendeu-se ao Ultramar português, via Sociedade de Geografia de Lisboa, fundada pelo nosso Luciano Cordeiro.
Em artes afins às das letras, devêramos citar o anónimo flaviense de 1489, primeiro impressor em língua portuguesa[11]; na teorização estética de Seiscentos, Filipe Nunes; em Setecentos, o editor Francisco Luiz Ameno; um gesto aristocrático do Morgado de Mateus, ao entregar a Didot (Paris, 1827) a luxuosa impressão d’Os Lusíadas; a alma atlântica de Álvaro Pinto (1889-1957), que estudou em Bragança, fundou as nossas mais importantes revistas, divulgou autores brasileiros. Políticos e ministros não foram poucos, entre eles, Teixeira de Sousa, último primeiro-ministro da Monarquia.
Procurei associar a mundividência social à região e à religião. Decorreram daqui: expatriamento, no apelo da fé missionária, no fanatismo inquisitorial, bem como emigração dentro e fora, maioritariamente jornalística e universitária, mas indo até às partes ultramarinas e ao Brasil. O Nordeste português conserva-se locus sedutor para escritores e estudiosos, de passagem ou adoptados. Continua-se a cavar, por nacionais e estrangeiros, um chão cada vez mais seco e vazio de gente. Urge combater estas causas, em que a acção de uma academia pode ser útil.
Assim, num propósito de inclusão da segunda língua oficial de Portugal, o mirandês, criámos a Academia de Letras de Trás-os-Montes; desde os órgãos sociais à primeira antologia que organizámos, eu e Amadeu Ferreira proclamámos, logo no título, A Terra de Duas Línguas. A história do Mirandês – radicado no astur-leonês medieval, falado no concelho de Miranda do Douro por cerca de seis mil habitantes, cursado nas escolas locais e nas grandes cidades, já com entradas no ensino superior – resolve-se em pequenos passos, desde os estudos de José Leite de Vasconcelos, a partir de 1882, à recente tradução d’Os Lusíadas (2010).
Irmanados o riodonorense, o mirandês e o português, quer-se região mais diversificada linguisticamente?
Face a estas línguas, em renovadas linguagens do húmus popular entrando na criação individual, percebe-se como a literatura transmontana é um céu vastíssimo, que nenhum muro ou montanha divide. Os seus cultores vivem nas cinco partes do mundo, e assim os 80 membros da nossa Academia – não nos impusemos 40… −, a mais jovem (desde Junho de 2010) das onze academias portuguesas.
Deixo retrato da ‘pátria breve’ que, em mirandês e português, preocupa os nossos autores: «Solo difícil, condições económicas e socioculturais adversas, batalha esgotante pela sobrevivência, abandono e desertificação: […]. Mas, onde quer que estejamos, trazemos connosco as raízes. Faz-se cada um embaixador do reino[12]
Eu, pobre enviado, apresentei credenciais de um Nordeste português que urge visitar. A literatura é o melhor guia.
Agradeço a atenção.     


[1] T. S. [Thomas Stearns] Eliot, Notas para a Definição e Cultura [T. S. Eliot, Notes Towards the Definition of Culture, 1948], Rio de Janeiro, Zahar Editôres, 1965, p. 16.
[2] Lisboa, Edição da Revista Ocidente, 1966.
[3] Cf. Ricardo Jorge, A Intercultura de Portugal e Espanha no Passado e no Futuro, Porto, 1921, p. 14.
[4] Daniel José Rodrigues, O Riodonorense: Lendas. Folclore, Bragança, Edição da Junta Distrita, 1973, p. 16-17.
[5] “Teixeira de Pascoaes”, Fogo Preso, 1976; em Ensaios e Discursos, p. 203.
[6] Ensaios e Discursos, Lisboa, Círculo de Leitores, 2002, p. 126.
[7] Ver Passeio de Trás-os-Montes. Antologia, org. de Elísio Amaral Neves, Grémio Literário Vila-Realense / C. M. de Vila Real, 2007.
[8] “Luísa Dacosta depõe [...]”, Jornal de Notícias (Porto), 24-II-1981.
[9] Homenagem e bibliografia em Biblos, LI, Coimbra, 1975.
[10] Como declaram Manuel de Laranjeira e Pascoaes. Cf. A. M. Pires Cabral, Albano Costa Lobo, Vila Real. Um Olhar Muito de Dentro, C. M. de Vila Real, 2001, p. 31.
[11] Sobre esse Tratado de Confissom, ver José V. de Pina Martins, “O primeiro livro impresso em língua portuguesa (Chaves, 8 de Agosto de 1489)”, Cultura Portuguesa, Lisboa, Editorial Verbo, 1974, p. 43-63.
[12] A Terra de Duas Línguas. Antologia de Autores Transmontanos. Coord. de Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira. Bragança, Instituto Politécnico de Bragança / Associação das Universidade de Língua Portuguesa / Academia de Letras de Trás-os-Montes, 2011, p. 19.

27 julho 2012

J. Rentes de Carvalho premiado

J. Rentes de Carvalho, sócio honorário da ALTM, venceu o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/CÂMARA MUNICIPAL DE CASTELO BRANCO 2010/2011 com o livro “Tempo Contado” (Quetzal). O júri foi constituido por José Correia Tavares, que presidiu, José Manuel de Vasconcelos, Luísa Mellid-Franco e Miguel Real. A deliberação foi tomada por unanimidade.

01 junho 2012

Artes e Letras


Numa organização conjunto do Município de Bragança e da Academia de Letras de Trás-os-Montes, decorre, entre 6 e 10 de Junho, no Centro Cultural Municipal Adriano Moreira / Biblioteca Municipal, nova edição de Artes e Letras, com o seguinte programa:


 6 de Junho, 10h00 | Apresentação do livro “Os meninos de ventos”, de Hugo Girão, seguido de workshop dinamizado pelo Centro de Idiomas da Fundação Rei Afonso Henriques.
14h30 | Apresentação do livro “ Iniciação à Vida” (infantil) de Elisa Flora, seguido de Workshop dinamizado por Rosa Silva.
21h30 | Lançamento do livro “Trás-os-Montes e Alto Douro Mosaico de Ciência e Cultura”, de António Neto.
7 de Junho, 15h00 | Apresentação do livro “AutoDefesa Energética” do Mestre Denis Alves Viatico, seguido de Workshop de Autodefesa Energética.
21h30 | Apresentação do livro “Roteiro do Culto Mariano em Terras de Bragança e Zamora”, de Rui Feio.
8 de Junho, 10h30 | Apresentação do livro “A menina que sonhava com rosas”, de Vitor Alves Morais.
15h00 | Lançamento da “Bibliografia do Distrito de Bragança”, Volume II, de Hirondino da Paixão Fernandes, seguido de debate.
21h45 | Apresentação do livro “Caminhos da Vida”, de Manuel Amendoeira.
9 de Junho, 15h00 | Apresentação do livro “Camilo Castelo Branco, por terras de Barroso e outros lugares”, de Bento Cruz.
16h30 | Apresentação do livro “Derivação do Ser”, de Idalina Brito.
21h45 | Apresentação do livro “Na demanda do ideal”, de Armando Sena, antecedida de um momento musical.
10 de Junho, 15h00 | No dia de Camões, autores falam das suas obras:
“Histórias do Tomás”, de Tomás Silvestre.
“Histórias que o Povo Tece - Contos do Marão”, de Maria Hercília Agarez.
“Quadros da Transmontaneidade”, de António Sá Gué.
“Cruzes de Guerra” (Romance do Fim do Império), de Henrique Pedro.

05 maio 2012

Convite de Pêra Fernandes



Saúdo e convido V. Ex.ª, família e amigos a assistir à apresentação 
do livro “Mariana no Ponto”, a ter lugar no próximo dia 16 de Maio 
(quarta-feira), pelas 18 horas, na Livraria Rosa d’Ouro – Bragança.
O convite é extensivo a todos os amantes da leitura.
Ficarei muito honrado com a vossa presença.
O autor,
José Augusto de Pêra Fernandes

03 maio 2012

Assembleia Geral: Acta




ASSEMBLEIA GERAL
REALIZADA NO DIA 17 DE MARÇO DE 2012, EM BRAGANÇA

ACTA

       Aos dezassete dias do mês de Março de dois mil e doze, realizou-se, no Centro Cultural Municipal de Bragança, a Assembleia Geral da Academia de Letras de Trás-os-Montes, sob a direção do seu Presidente, António Manuel Pires Cabral, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1.        Leitura da acta da última reunião;
2.        Homologação do novo Vice-Presidente da Direcção, António Tiza;
3.        Aprovação do Relatório e Contas de 2011;
4.        Aprovação do Plano de Actividades para 2012;
5.        Outros assuntos.
Por falta de quórum à hora marcada, e em conformidade com os Estatutos da Academia, a sessão iniciou-se trinta minutos depois.
Na falta do Secretário, o associado António Tiza disponibilizou-se para desempenhar estas funções, o que foi aceite.
No primeiro ponto da Ordem de Trabalhos, foi aprovada, por unanimidade, a acta da AG anterior, tendo-se dispensado a sua leitura por se encontrar publicada no blogue da Academia e, portanto, todos os associados dela terem tomado conhecimento.
Dando seguimento à Ordem de Trabalhos, no seu segundo ponto, foi apresentado e homologado, por unanimidade, o nome de António André Pinelo Tiza para exercer as funções de Vice-Presidente da Direcção, em substituição de Fernando de Castro Branco, que, por motivos pessoais, havia apresentado a sua demissão.
No terceiro ponto da Ordem de Trabalhos, o Presidente da Direção da Academia, Ernesto José Rodrigues, expôs os conteúdos do Relatório de Actividades e Contas de 2011, o qual se dá por transcrito, por se encontrar publicado no blogue da Academia. Ambos os documentos foram aprovados por unanimidade.
Igualmente, o Presidente da Direcção, no ponto quatro da Ordem de Trabalhos, apresentou o Plano de Actividades para o ano de 2012, que assim se pode sintetizar:
1.        Criação de conteúdos para publicar no sítio da internet da Academia; nesse sentido, a Direcção vai começar a inserir na página web textos e artigos dos associados e de outros autores transmontanos.
2.        Antologia dos associados. Para esta obra, cada autor apresentará um texto ou uma selecção de textos, éditos ou inéditos, até ao máximo de dez páginas, para publicação. Pretende-se que seja um trabalho o mais completo possível, que expresse o que cada um faz e que seja representativo da própria Academia.
3.        Homenagem a Bento da Cruz. Esta acção estava prevista para este dia; contudo, por impossibilidade do autor, teve que ser adiada para uma data em que ele próprio possa estar presente, que, em princípio, será o próximo mês de Junho.
4.        Feira do Livro de Bragança. Um evento no qual a Academia colabora com a Câmara Municipal de Bragança, em data a marcar.
5.        Tertúlias. São actividades que se têm vindo a realizar e que devem ter a devida continuidade. A próxima tertúlia será dedicada à poetisa Eduarda Chiotte. Entretanto, outras se realizarão.
6.        Exposição cartográfica e bibliográfica sobre a presença de Portugal na Hungria, e da Hungria em Portugal, organizada pela Embaixada da Hungria em Portugal.
7.        Relacionamento entre academias: de 30 de Março a 9 de Abril, desloca-se ao Brasil (Belém do Pará e Bragança do Pará) uma delegação da nossa Academia, a fim de estabelecer e aprofundar a cooperação com as Academias de Letras deste estado brasileiro.
8.        Criação de um programa de rádio sobre escritores transmontanos; uma iniciativa que poderá alargar-se aos jornais e revistas regionais.
O Plano de Actividades foi aprovado por unanimidade.
No ponto da agenda “Outros assuntos”, o Presidente da Direcção apresentou a iniciativa de reunir em Bragança as academias portuguesas, de todas as valências, a propósito de um evento, e em data a determinar, após diligências que a Direcção vai efectuar nesse sentido.
A propósito da edição da antologia de autores transmontanos, a associada Idalina Brito sugeriu que servisse para a angariação de fundos financeiros para a Academia, e como incentivo à publicação de outras obras. Outra sugestão foi no sentido de que a Academia estabelecesse um protocolo de colaboração com uma editora para a publicação de obras dos associados.
O Presidente da Direcção esclareceu que já existe uma intenção de protocolo com a editora Âncora. A sugestão de Idalina Brito tem que ser pensada para daqui a dois anos. Há que seleccionar as obras a publicar e elaborar a respectiva programação.
O Presidente da Mesa, António Pires Cabral, sugeriu que se estabelecessem contactos com escritores do outro lado da fronteira e acrescentou que já existem contactos com a região da Galiza.
Marcolino Cepeda sugeriu que, no aniversário da Academia, se convidasse um escritor de um outro país de Língua Oficial Portuguesa.
O Presidente da Direcção propôs que Roger Teixeira Lopes, autor e editor, fosse considerado “sócio honorário” da Academia. A proposta foi aprovada por unanimidade.
Numa recomendação à Mesa, Marcolino Cepeda levantou a possibilidade da reabilitação do antigo edifício da Biblioteca Calouste Gulbenkian de Bragança para sede da Academia.
O Presidente da Mesa da Assembleia, António Pires Cabral, apresentou a proposta de um voto de pesar pelo falecimento do Dr. João de Sá, admirável escritor e membro da nossa Academia. A proposta foi aprovada por unanimidade.
A acta foi lida e aprovada, em minuta, por unanimidade.

E nada mais havendo a tratar se deu por encerrada a sessão, da qual se lavrou a presente acta que, vai ser assinada por mim, na qualidade de Secretário, e pelo Presidente da Direcção da AG.

16 abril 2012

Antologia de Autores Transmontanos


O presidente da Direcção da Academia de Letras de Trás-os-Montes propôs, na Assembleia-Geral de 17 de Março de 2012, uma Antologia de Autores Transmontanos colaborada pelos seus membros. A iniciativa insere-se na programação do segundo ano de mandato desta Direcção, pelo que o volume deverá ser editado até Março de 2013.
A coordenação é de Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira, para as línguas portuguesa e mirandesa, respectivamente, os quais ficam ainda responsáveis pelo alinhamento dos textos e eventual apresentação geral.
Aos interessados oferece-se um máximo de doze páginas em A/4, corpo 12, a 2 espaços, cujo ficheiro em Word deve ser remetido, até 12 de Junho, para altmontes@gmail.com. Requer-se unidade de género (poesia, ficção, teatro, crónica, memórias, crítica, ensaio, etc.), de modo a evitar que um autor compareça em lugares distintos, caso se entenda uma ordenação por géneros. Os textos são éditos ou inéditos.
Cada nome será acompanhado do local e data de nascimento, bem como das obras publicadas, por data de saída.
O editor, ainda por escolher, compromete-se a oferecer um exemplar a cada autor, além de colocar a obra no circuito comercial. Oferece, também, à ALTM alguns exemplares, podendo a respectiva sede, se o editor assim entender, ser depositária dos volumes a entregar aos participantes.  

Relatório de 2011

altmontes@gmail.com
http://altm.weebly.com
altm-academiadeletrasdetrasosmontes.blogspot.com



Direcção da
Academia de Letras de Trás-os-Montes
2011
Relatório


Sumário

1. A Terra de Duas Línguas. Antologia de Autores Transmontanos
2. Livros em Junho
3. Aqui e Agora Assumir o Nordeste
4. Tertúlias
5. Centro de Documentação
6. Blogue, site, Facebook
7. Assuntos internos
       7. 1. Situação financeira
8. Protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Bragança e a ALTM
9. Relações inter-académicas e literárias


1.
A Terra de Duas Línguas. Antologia de Autores Transmontanos, organização de Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira, com prefácio de Adriano Moreira e iconografia de Graça Morais, foi a primeira iniciativa de vulto da ALTM, e verdadeiro cartão de visita na nossa internacionalização.
Com efeito, encomendada em cima da hora pela Presidência do Instituto Politécnico de Bragança, com delegação em Anabela Martins – a quem cabe um agradecimento −, conseguimos, em poucos meses, com a colaboração de Atilano Suarez e da Textype – Artes Gráficas (Lisboa), oferecer um volume digno, por todos celebrado no acto do lançamento, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, no dia 8 de Junho, na presença dos mais de quatrocentos participantes (aos quais foi entregue um exemplar) no XXI Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, que figura como editora de facto.
Além de apoios comunitários, contou, ainda, com a participação financeira da Câmara Municipal de Bragança, que procedeu a um segundo lançamento, na Biblioteca Municipal, em 12 de Junho, quando a ALTM perfazia um ano de existência.
Obra muito requisitada, com parcos exemplares oferecidos pelo IPB à ALTM, para ofertas selectivas, entende a direcção que, dado não ter entrado no mercado livreiro, seria útil avançar para uma segunda edição, razão pela qual há um entendimento de princípio com a Âncora Editora, que aguarda melhor oportunidade económica, em termos nacionais.

2.
No âmbito da iniciativa Artes e Livros, promovida pela Câmara Municipal de Bragança, entre 6 e 12 de Junho, no anfiteatro do Centro Cultural Municipal, organizou a ALTM o lançamento de obras recentes de alguns sócios, em tardes muito participadas.
Assim, no dia 9, Maria Hercília Agarez apresentou o romance Angola Amor Impossível, de A. Passos Coelho.
 No dia 10, procedeu-se ao lançamento do romance Tempo de Fogo/ La Bouba de la Tenerie, de Amadeu Ferreira/Fracisco Niebro. A apresentação esteve a cargo de Teresa Martins Marques e Alfredo Cameirão.
 No dia 11 de Junho, foi a vez de (Re)Cantos d´Amor Morto, de Pedro Castelhano [Rogério Rodrigues], apresentado por Amadeu Ferreira.
Fora deste âmbito, foi lançado, em 15 de Setembro, O Romance do Gramático, de Ernesto Rodrigues.


3.
Aqui e Agora Assumir o Nordeste foi ideia desta Direcção, que encarregou duas especialistas da obra de Pires Cabral – Isabel Alves e M. Hercília Agarez − para, em tempo breve, celebrarmos o também presidente da nossa Assembleia-Geral, nos seus 70 anos. Responsabilizou-se pelo volume, que sobrevoa a actividade literária do autor desde 1974, a Âncora Editora.
A apresentação fez-se na Biblioteca Municipal de Macedo de Cavaleiros, em 13 de Agosto. A autarquia, representada no acto, convidou, seguidamente, para um almoço.
Segunda apresentação teve lugar no Grémio Literário Vila-Realense, em 8 de Novembro. 

4.
De parceria com a Câmara Municipal de Bragança, organizámos, na Biblioteca Municipal, três tertúlias.
Em 28 de Abril, Fernando de Castro Branco coordenou “Poesia e Poetas Transmontanos”.
Em 29 de Setembro, com moderação de Fernando de Castro Branco, João Cabrita evocou Trindade Coelho, nos 150 anos do seu nascimento.
Em 24 de Novembro, “Escritoras Transmontanas – Luísa Dacosta” teve animação dramático/poética sobre a autora, pelo Grupo de Teatro da Associação Bragança Histórica, seguida de “Vida e obra de Luísa Dacosta”, por M. Hercília Agarez.


5.
Os títulos oferecidos à ALTM estão, já, catalogados no nosso site.
Fica um agradecimento à directora da Biblioteca Municipal de Bragança, Maria do Céu do Espírito Santo.

6.
O blogue da ALTM (altm-academiadeletrasdetrasosmontes.blogspot.com), activo desde Dezembro, vem registando as informações, e participações, mais variadas, além de inserir os estatutos da ALTM uma ficha de inscrição facilmente descarregável pelos novos sócios.
Relevamos os textos de apresentação de obras dos nossos associados, independentemente de ser iniciativa, ou não, da ALTM.
Com o lançamento de um site (http://altm.weebly.com) e registo no Facebook (http://www.facebook.com/altmontes), textos, informações e vídeos podem ser, agora, colocados nos espaços apropriados.
Procurámos, enfim, um endereço electrónico sucinto: altmontes@gmail.com. Mantém-se, todavia, o primeiro, enquanto não se fizer a migração completa: academiadeletrasosmontes@gmail.com.
É justo louvar, neste apartado, o trabalho informático de José Pedro Santos, assistente técnico da Biblioteca Adriano Moreira. 

7.
Após contactos havidos, em Junho, entre o presidente da Direcção e J. Rentes de Carvalho, aceitou este ser membro honorário da ALTM, o que foi confirmado em reunião de Direcção, a 15 de Setembro.
Na mesma reunião, foi aprovada a designação de António Baptista Lopes, responsável pela Âncora Editora, como associado honorário da ALTM. A proposta fora anunciada publicamente em 13 de Agosto, no âmbito do lançamento, em Macedo de Cavaleiros, de A. M. Pires Cabral, Aqui e Agora Assumir o Nordeste, antologia por aquele editada.
Foram entregues cartões de sócio aos membros da ALTM. Graficamente modestos, serão, um dia, substituídos por outros mais condignos.
Em 26 de Setembro, Fernando de Castro Branco pediu a substituição como vice-presidente da ALTM. Foi convidado para o seu lugar, em 6 de Outubro, António A. Pinelo Tiza, que aguarda homologação da Assembleia-Geral.

       7.1.
O pagamento de quotas (20 euros anuais, acrescidos de jóia de inscrição no montante de dez euros, no caso de novos inscritos), via bancária (NIB: 0035 0417 00023749 430 35), cedo conduziu a um superavit.    

8.
Em 12 de Junho, procedeu-se à assinatura de um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Bragança e a ALTM, conforme o texto seguinte, por aquela votado unanimemente em Reunião Ordinária de 26 de Abril de 2011:




PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE O MUNICÍPIO DE
BRAGANÇA E A ACADEMIA DE LETRAS DE TRÁS-OS-MONTES

 O Município de Bragança, Pessoa Colectiva de Direito Público número 506 215 547, com sede no Forte de S. João de Deus, em Bragança, representado pelo Presidente da Câmara Municipal, Engenheiro António Jorge Nunes,
e
A Academia de Letras de Trás-os-Montes, Pessoa Colectiva n.º 509 465 161, com Sede no Centro Cultural Municipal Adriano Moreira, em Bragança, representada pelo seu Presidente, Professor Doutor Ernesto José Rodrigues,
Considerando que compete aos órgãos municipais, no âmbito das atribuições cometidas aos municípios em matéria cultural, apoiar actividades culturais de interesse municipal;
Considerando que o Município de Bragança incentivou a constituição da Academia de Letras de Trás-os-Montes, com o objectivo de divulgar o património literário e incentivar a produção literária de Trás-os-Montes, as suas gentes, a sua cultura e a sua história, dando a conhecer a riqueza cultural existente nesta região;
Considerando que a Academia de Letras de Trás-os-Montes, no âmbito das atribuições definidas no artigo 4.º dos Estatutos, pretende divulgar as obras literárias produzidas por escritores de Trás-os-Montes, propondo-se para o efeito criar um Centro de Documentação de escritores transmontanos.
Entre as entidades signatárias, é celebrado e mutuamente aceite o presente Protocolo de colaboração que se regerá pelas cláusulas seguintes:

Cláusula Primeira
(Objecto)
Este Protocolo visa definir os termos de colaboração, tendo em vista criar as melhores condições para a operacionalidade da ALTM.

Cláusula Segunda
(Obrigações do Município de Bragança)

a) O MB compromete-se a ceder à ALTM, a título gratuito, um espaço no Centro Cultural Adriano Moreira, devidamente identificado para o efeito, que funcionará como sede da Academia e onde reunirão os seus órgãos e se constituirá o Centro de Documentação dos escritores transmontanos. Permitirá, ainda, a utilização por parte da ALTM, a título gratuito, do Auditório do Centro Cultural Adriano Moreira, para quaisquer actividades inseridas no âmbito dos respectivos estatutos.
b) O MB compromete-se assegurar, um dia por semana, a afectação de um funcionário do MB para apoiar administrativamente a ALTM, sob orientação da Direcção da Academia, incumbido de proceder ao tratamento da correspondência da Academia, bem como à organização do Centro de Documentação, podendo a afectação ser, pontualmente, superior, se as necessidades de trabalho o exigirem.
c) O MB compromete-se a conjugar esforços com a ALTM no sentido de encontrar outra sede para a Academia, caso as necessidades e o trabalho desta o justifiquem.

Cláusula Terceira
(Obrigações da Academia de Letras de Trás-os-Montes)

a) A ALTM assegurará a criação de um Centro de Documentação de escritores transmontanos;
b) Permitirá aos utilizadores da Biblioteca Municipal e Biblioteca Adriano Moreira o acesso ao respectivo acervo bibliotecário;
c) Compromete-se a programar iniciativas culturais, que poderão ter a colaboração do MB, sejam de índole editorial ou outra, a estabelecer caso a caso;
d) Prestará ao MB o apoio literário que lhe seja solicitado, caso a caso, em iniciativas que não ponham em causa a autonomia da ALTM.

Cláusula Quarta
(Princípios de colaboração e boa fé)

As partes comprometem-se a prestar, reciprocamente, toda a colaboração que se revele necessária à boa e regular execução deste protocolo, pautando a sua conduta em obediência ao princípio da boa fé.
O presente Protocolo entra em vigor na data da sua assinatura pelas entidades subscritoras.

9.
Em 15 de Setembro, três membros da ALTM receberam a Professora Doutora Maria da Nazaré Paes de Carvalho, da Casa de Estudos Luso-Amazônicos − Universidade Federal do Pará e da Academia de Letras e Artes de Bragança do Pará, Brasil. Além da troca de ofertas, a visitante convidou a ALTM a deslocar-se àquela cidade, por um período de, no máximo, 15 dias, e comitiva até 15 elementos. Ernesto Rodrigues comprometeu-se a encontrá-la segunda vez, em Lisboa, durante o mês de Outubro, para confirmação de datas, o que foi feito.
Lançado o desafio desta viagem aos associados, ninguém se mostrou interessado. Considera, todavia, o presidente da Direcção que deveria a ALTM corresponder, minimamente, ao convite.

Tem sido frutuosa a relação, a título pessoal e oficial, com o grémio Literário Vila-Realense, cuja informação repassamos, para benefício dos autores.
Vários blogues, incluindo os de língua mirandesa, fazem-se eco das iniciativas institucionais e pessoais.



Programa para 2012

1.Divulgação de obras, textos e iniciativas de membros da ALTM.
1.1.Apoio, em especial, á edição de Bibliografia do Distrito de Bragança, de Hirondino da Paixão Fernandes.
2.Organização da documentação da ALTM e reforço do Centro de Documentação.
3. Criação de conteúdos para o site.
4. Antologia de associados da ALTM.
5. Homenagem a Bento da Cruz, com apresentação de obra dedicada a Camilo Castelo Branco.
6. Co-organização da Feira do Livro.
7. Tertúlias literárias. Em preparação, “Escritoras transmontanas – Eduarda Chiotte”.
8. Exposição cartográfica e bibliográfica (previsão: em Setembro): literatura húngara traduzida em Portugal e literatura portuguesa traduzida na Hungria.
9. Diligências para a criação de um programa radiofónico sobre escritores transmontanos.