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06 agosto 2015

L’Eiternidade de las Yerbas / A Eternidade das Ervas - Apresentação



L’Eiternidade de las Yerbas / A Eternidade das Ervas

Ernesto Rodrigues
Universidade de Lisboa

Caros Amigos

Deixei de fazer apresentações públicas de obras e de ser apresentado. Abro esta excepção, porque às memórias felizes nunca podemos dizer que não. Amadeu Ferreira faz parte dessas memórias.
Entro no Seminário de Bragança, com 12 anos, e oiço falar de quem, seis anos mais velho, hiperactivo, procura aquilo que, nessa pequena comunidade intelectual, também eu perseguia: fazer-se um nome. Sou colega de Manuel Ferreira, já então artista, que se renova como a natureza que ele tão bem retrata nestas páginas de devoção ao irmão.
Ao deixar a Casa Amarela, aos 15 anos, em 1971 – que Amadeu abandonava no ano seguinte -, eu trocava jornais de parede ou a stêncil por títulos impressos, não querendo ficar atrás dos mais velhos, de Teologia, que me animavam a colaborar no Mensageiro de Bragança, onde o nosso sendinês já assinava.
Saudou, num encontro de acaso, a minha estreia em livro, em 1973, sendo essa generosidade, nele, um gesto fácil, sincero, sem reservas. Ficou, daí, uma cumplicidade noutros instantes reiterada, até que, já assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, dou com ele, em 1990, frente à reitoria, acabava de se licenciar e de encerrar um difícil ciclo de vida, doravante memorada na obra que faz juz à sua grandeza de alma: O Fio das Lembranças. Biografia de Amadeu Ferreira, escrita por Teresa Martins Marques.
Redobrámos os contactos após 2002, quando nos revimos em tertúlia na quinta da Ribeirinha, Santarém, boleando-me até Oeiras, como de outras vezes faria. E abancámos para almoços regulares a partir de finais de 2009, quando me solicitou prefácio para a tradução de Os Lusíadas. As conversas tornaram-se regulares, os abraços semanais, projectos foram mil e um. À mesa, em sofás, em passeio, também nas longas viagens entre o Nordeste e Lisboa, discorremos sobre livros e autores, sobre as nossas origens e melhorias destas terras. Foi neste quadro que se pensou a Academia de Letras de Trás-os-Montes, a cuja comissão instaladora presidiu, e para cuja primeira presidência me lançou, jantávamos no Solar Bragançano, em 4 de Outubro de 2010.

30 março 2015

Testemunho de Ernesto Rodrigues

Testemunho de Ernesto Rodrigues
Docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, recém-eleito diretor do CLEPUL, Ernesto Rodrigues é também ensaísta, jornalista, ficcionista, poeta, tradutor, além de membro ativo da Academia de Letras de Trás-os-Montes, que ajudou a fundar. Com mais de 80 títulos publicados, com toda justiça, acaba de ser homenageado em Bragança pelos seus 40 anos de vida literária.

Neste testemunho, recorda seu encontro com a obra e a figura Jorge de Sena. O texto de sua autoria a que alude encontra-se em “95. A morte do Papa“.



Fonte: http://www.lerjorgedesena.letras.ufrj.br/vida/novo-testemunho-de-ernesto-rodrigues/

12 março 2015

Ernesto Rodrigues foi eleito director do CLEPUL.

INVESTIGAÇÃO UNIVERSITÁRIA


Ernesto Rodrigues foi eleito director do CLEPUL (CENTRO DE LITERATURAS E CULTURAS LUSÓFONAS E EUROPEIAS DA FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA)
A nova direcção é composta por três mulheres e três homens:
Ernesto Rodrigues, José Eduardo Franco, Luísa Paolinelli, Ana Paula Tavares, Paula Carreira, Luís Pinheiro.
A Faculdade de Letras tem 10 Centros de Investigação. No CLEPUL existem dois tipos de investigadores: integrados (PHD) e colaboradores.
A totalidade dos Centros de Investigação da Faculdade de Letras tem 443 membros na categoria de Integrados. O CLEPUL tem 111 membros nesta categoria.
O CLEPUL foi fundado em 1975, pelo Prof. Jacinto do Prado Coelho.


Ernesto Rodrigues

Torre de Dona Chama, 17-6-1956

08 janeiro 2015

Ernesto Rodrigues - 40 anos de vida literária


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Fonte: Jornal de Letras / 10 a 23 de Dezembro de 2014

05 janeiro 2015

Literatura, sociedade e ironia em Passos perdidos de Ernesto Rodrigues, por Norberto da Veiga

Literatura, sociedade e ironia em Passos perdidos de Ernesto Rodrigues

Por Norberto Francisco Machado da Veiga[1]

Este confirmado romancista teve a coragem e a sageza de satirizar com grande mestria, acutilância e sentido de opalinidade histórica os tempos hodiernos, no geral, e os conluios que sempre se estabeleceram entre política e economia, em particular. Enresto Rodrigues revela ousadia ao abordar este tema premente na nossa sociedade e ao pôr a descoberto as teias que são urdidas no santuário da democracia e que têm enredado o país, desde as sementes de Abril até ao presente.
O título Passos Perdidos só é identificável pela fotografia do espaço homónimo do edifício da Assembleia da República que serve de capa ao romance. No entanto, este título é polissémico, uma vez que perdidos, ou melhor, gorados foram, também, os intentos dos corruptores.   
A obra abre com uma epígrafe retirada da Arte de Trovar, capítulo LX, “Dos que furtam com unhas políticas” que dá, ab initio, o mote para a trama do romance e permite, segundo cremos, ao leitor inferir o tema a escalpelizar na obra.
Passos Perdidos erguer-se como uma obra fortemente estruturada, visto que é composto por dezasseis capítulos, agrupados em duas partes (cada uma com oito capítulos), note-se a simetria, seguidos de um sucinto, mas elucidativo epílogo. Quanto à estrutura, o romance apresenta duas partes: a primeira subordinada ao título “A queda de um Anjo” que, sem dúvida, faz ressoar na memória literária do leitor a obra homónima de Camilo. Outra ilação que o leitor facilmente estabelecerá prende-se com a associação de ambos os protagonistas. João Félix Filostrato é, de imediato, associado à imagem de Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda. Contudo, esta associação perde nitidez com o título da segunda parte do romance “Redenção”, indicando, desde logo, uma inflexão de conduta em relação ao modelo literário adotado por Ernesto Rodrigues. Temos, então, uma queda mais metafórica do que real, uma vez que a mesma não passa de um subterfúgio para desvendar o ardil, por um lado, e assumir as responsabilidades pretéritas, por outro.
Que Camilo e Eça, nomeado na obra pelo título do romance O Primo Basílio (p. 101), são vultos a quem Ernesto Rodrigues presta contínua e apurada vassalagem corrobora-o, para além do que já foi dito, o facto de a intriga do romance ser narrada, nos onze primeiros capítulos, em analepse pela personagem João Felix Exposto. Este narrador/personagem é fruto de uma relação da juventude do deputado João Félix Filostrato, que, também, ignorava este facto. O ritmo cadenciado e preciso da narrativa, mais uma vez a fazer lembrar os dois romancistas do século dezanove, e o desenrolar programado da história prendem o leitor ao texto.
O tempo da ação, à semelhança do que acontece na tragédia, é bastante concentrado em, apenas, nove dias. O narrador desfila diante dos nossos olhos, como se de uma representação teatral se tratasse, os acontecimentos que, efetivamente, vão sendo apreendidos pelo leitor.
Porquê literatura? Porque o romance está pejado de referências literárias tanto explícitas como implícitas. Permito-me, apenas, recordar, não querendo ser exaustivo: Camões, Bocage e Garrett. Termino com a alusão à “Lacailândia”, isto é, Portugal, onde ressoam ecos da obra “A Montanha da Água Lilás” de Pepetela. 
Todo o romance é um retrato irónico da sociedade atual, lembrando a arma mais eficaz de Eça. É patente a intenção do autor em desvelar a realidade portuguesa atual, recorrendo a truísmos e a provérbios, por vezes alterados, na senda de Saramago, para provocar no leitor a reflexão, durante o ato de ler, e levá-lo, como é apanágio do teatro épico, à ação, no final da leitura.
Concluímos, asseverando que Ernesto Rodrigues não ficou aquém dos dois modelos literários, que se propôs preitear neste seu livro, uma vez que as personagens de Passos Perdidos não destoam das que Camilo perpetuou, nos seus romances. Por outro lado, qualquer leitor mais atento desta obra não hesitará em apelidá-la de queirosiana, devido à forma como a realidade portuguesa atual, filtrada pela ironia, se encontra plasmada nele.
Bragança, 31 de dezembro de 2014




[1] Doutorado em Literatura Portuguesa, poesia contemporânea, pela Universidade de Salamanca homologado pela Universidade do Minho.

Do Movimento Operário e Outras Viagens de Ernesto Rodrigues, por Norberto da Veiga

Do Movimento Operário e Outras Viagens de Ernesto Rodrigues

Por Norberto Francisco Machado da Veiga[1]

Este livro de poesia é composto por quarenta poemas, elaborados como resposta aos estímulos das deambulações do poeta, como se infere da leitura do título “Outras Viagens”. Os topónimos poetizados por Ernesto Rodrigues são as cidades míticas que enformaram a sua cultura, nessa busca interminável do ser por ele próprio e, através dele, pelo outro, lato sensu, pelo homem em busca da sua felicidade, que o poeta só consegue descortinar pelo amor à língua, cultura e civilização.
A obra abre com a composição poética que dá título ao livro “Do movimento operário” onde, para além de se fazer uma sentida homenagem ao honesto trabalho com o qual o Homem ganhará o pão, metaforizada no pai do poeta, se compara o ofício da forja, isto é, do ferreiro ao ofício cantante, ou seja, à ars poetica. Assim, para o eu lírico, o processo alquímico é análogo, pois, tal como o ferreiro domina e molda o ferro em brasa para dar forma aos mais belos e proveitosos utensílios, o poeta funde, molda e dá forma às palavras para escrever o verso mais perfeito que consiga auxiliar o leitor na sua autognose permanente.
O segundo poema é um soneto, embora a arquitetura estrófica não seja a canónica, uma vez que é composto por um dístico e três quadras, dedicado à mãe do poeta, onde se patenteia o carinho e a ininterrupta preocupação maternal. Parece-me que o dístico resultaria melhor no final, visto tratar-se da súmula do poema, funcionando, assim, como chave de ouro.
Os poemas deste livro podem agrupar-se, segundo creio, em dois grupos: o primeiro marcado pelo tom mais intimista, ou seja, mais lírico, presente nos sete sonetos e nas composições mais curtas, onde se ouve a voz dolorida do poeta murmurando com saudade as doces alegrias pretéritas; o segundo, e mais amplo, compreende o grande número de poemas narrativos, que, na minha ótica, se organizam em torno de duas realidades, significativas a todos os níveis para o poeta, a saber: Europa, e Portugal/Nação/Pátria.
No primeiro grupo, encontramos textos sobre topónimos da Hungria e de outras cidades e países da Europa, que enformaram culturalmente o poeta. Nestes poemas de grande fôlego o tom épico alterna com o lírico facilitando a comunicação com o leitor.
O seguinte reúne poemas sobre o país, assunto de questionação constante pelo poeta, onde o tom épico secundariza, de vez, a voz lírica, nos quais o eu poemático assume, sem ambages, a atitude prometaica da poesia. Esta atitude leva-o a declarar abertamente o seu intento, que passa por provocar a reflexão no leitor e levá-lo à ação, para que, em conjunto, se possa construir um mundo melhor. Nem outra função pode ser cometida à poesia a não ser inventar novas realidades a partir do real concreto. 
Permitam-me destacar o poema épico «Outra Pátria», em jeito de súmula do que afirmei atrás. Esta composição apresenta a estrutura interna da epopeia pois encontra-se dividido em quatro partes: proposição, invocação, dedicatória e narrações. Aqui, creio que o modelo é Camões, uma vez que as epopeias clássicas não apresentam, na sua estrutura interna, a dedicatória. Poema singular e fulcral na arquitetura do livro onde imitador e imitado se confundem num derradeiro esforço de refundação da pátria que, por incrível que pareça, continua numa austera, apagada e vil tristeza. Não falo nas aproximações estilísticas, realço, tão só, os motivos e propósitos enunciados no incipit do poema “A luz, a cor, o dom de minha terra / canto, no tempo mau em que navego.” [P. 50, sublinhado meu]. Resulta, também, feliz a decomposição dos versos da “proposição” em elementos realçando, desta forma, o ritmo e a compreensão da leitura. A primeira estrofe da composição 4 da narração corrobora a ideia de privação e do abatimento que persiste em acompanhar o país, no presente, como se percebe pela interrogação com que termina a estrofe: “Que bravia sombra vem, / ronronante, levando-me por sobre / sonhos gastos de pátria tão pobre?” [P. 61]       
É, ainda, pertinente salientar que este carme é antecedido pelos poemas «Língua» em que lê-mos: “Eu comovo-me, povo, com teu fado, / a coragem de ser além de nós, / tão pequeno, já solo embarcado, / para longes contactos, uns após // outros – em sintonia cor e língua.” [P. 44]; «História de Portugal» no qual se revisitam os acontecimentos fundadores da nossa identidade como Nação; «Pátria» onde “Chão, Deus, água, valor, língua, / são quinas de Portugal” [P. 46]; «Rimas Pobres» em dois andamentos: no primeiro o poeta apresenta um retrato mórbido do país como se pode constatar pela primeira quadra “A maldade tomou conta de nós. / Prometia baixar impostos; dar / emprego a milhares; ser correcto; / ajudar quem precisa, e avós.” [P. 47] A segunda parte encerra com um aviso e a convocação à não resignação dos leitores/eleitores para que não embalem no falar melífluo dos governantes. “Mas, se fores // na conversa, em ti chorarás quanto / buscou evitar-te este meu canto.” [P. 47, sublinhado meu] O vate acredita na possibilidade de a poesia “este meu canto” ajudar a transformar o mundo e a tornar o ser humano mais cônscio; “Governo” onde se faz uma crítica desvelada à imigração e se apela à pátria, adjetivada de amada, para que tal como uma mãe continue a sustentar os seus filhos, “O exílio // não é vocação - pesa-, ó amada pátria: sê grande, mas em ti; cria bens;” [P. 48]. A composição «Outra Pátria» precede o poema «Democracia» um longo poema narrativo organizado em seis partes no qual o poeta, recorrendo a adágios populares e a frases feitas, continua a pintar um quadro do país com cores esmaecidas, onde, apenas, é nítida a falta dessa mesma liberdade que dá título ao carme. O sujeito lírico chega ao ponto de a apostrofar, “Sê, democracia, igual aos que te desejam recta, cultivada.” [P. 64] Ato contínuo, o poeta continua a enumerar as desventuras da democracia, recorrendo, despojado das demais armas, à poesia como a derradeira salvação, “A ti cabe, amigo verso, tal / dedicatória (…) Por ti começa, verso, sermos outros.” [P. 65] Mas, e apesar destes desejos e incentivos para que a democracia seja o sol do país, a composição culmina de forma disfórica, como se pode constatar pela leitura destes versos, “Tens. Ó democracia, sangue vil em ti. / Não digas, pois, que és democracia. Oh, / mas que de ilusões o homem se sacia…” [P. 68] 
Parece-me que este conjunto de poemas sob o signo da portugalidade apresenta três momentos. O primário formado pelo conjunto de carmes que precedem «Outra Pátria» nos quais o poeta reflete sobre o país no passado, no presente e “sem futuro”. Por essa razão, ele propõe uma alternativa, seguindo no encalço de Camões, que passa por reedificar uma «Outra Pátria» acreditando que o canto/a poesia, como aconteceu com o épico, pode cumprir esse desígnio. Penso ser essa a inferência que se pode retirar da leitura da estrofe que encerra o referido poema “Honrar quem nos comove: língua, chão, / dignidade; ser grande na incerteza / lida de viver. Um poema não / faz muito - mas é cais, casa, desperta / asas do sim, que dão cor ao lugar. / Um poema faz-se para criar.” [P. 61, sublinhado meu]
Os antepenúltimos poemas do livro, «civilização» e «cultura», reacendem a proposta de Pessoa na Mensagem. No entanto, o que em Pessoa era sonho, crença e esperança nesse quinto império capaz de redimir o país é, no presente, para Ernesto Rodrigues desalento, pois “A civilização é um mal sem cura; / sobrevivemos?” É, ainda, miséria e sujeição “dependência, necessidades falsas – sonho de verbo-acto, adjetivo, / quando a vida é nome pobre.” [P.71] É, por fim, hipocrisia “Cresce sociedade / no equilíbrio certo / entre o ser e o ter. (…) Morrem / povos famintos. Voam / palavras, que encobrem / os ares; e não vende / arte fora de moda”. [P. 74] A deceção é total como se depreende da interrogação “Que mundo nos calhou, / tão desequilibrado?”
O livro de poesia Do Movimento Operário e Outras Viagens abre com um tom épico cantando as capacidades do homem que, transformando o mundo, pelo trabalho, se transforma. E finda com o registo lírico em tom autobiográfico no poema «Dono de mim, não perco nada. Séneca» e com a crença nas potencialidades da vida humana em «A vida não é uma linha; tem», onde as últimas palavras constituem um repto à não resignação do ser humano e à crença nas suas capacidades para transformar o mundo, “Faz / da dor teus pés de lã, rasgando lagos; / do riso, praia nua, que afago.”
Epilogando, este livro pode ler-se como uma sonata em três movimentos e em forma circular: o primeiro onde se faz a apologia épica do trabalho, o segundo onde ecoam algumas vozes resultantes da fadiga e do ceticismo emanados da espuma dos dias, para, no último andamento, se reforçar, de novo, as capacidades individuais do ser humano.

Bragança, 31 de dezembro de 2014

[1] Doutorado em Literatura Portuguesa, poesia contemporânea, pela Universidade de Salamanca homologado pela Universidade do Minho.

12 dezembro 2014

Ernesto Rodrigues - PASSOS PERDIDOS

 SINOPSE
Um banco de investimento quer vender projecto de lei a deputado democrata-cristão há 40 anos sem intervenção no plenário da Assembleia da República. Quem é João Félix Filostrato? A que se deve esse silêncio? Em iniciativa mediada pela assessora do grupo parlamentar, Salomé, que promove encontro com o economista-chefe João Félix Exposto, Nádia e o estagiário João Félix, também narrador, sobressai a jornalista Joana, por quem passa a história do eleito por Vila Franca e a solução de alguns enigmas. Na sombra, cresce deputada da oposição, cuja biografia se enlaça na deste. Como se organiza a queda de um anjo? Entre comportamentos oblíquos e identidades sempre esquivas, um deputado-borboleta da extrema-esquerda torna-se vítima de predadoras e perdedoras, que visam vingança em várias frentes.
Quase dois séculos de regime parlamentar e discursos inócuos ou repetitivos reflectem outros tantos passos perdidos que a Constituição de 1975 e legislaturas fracas não transfor­maram. Reflexão sobre a democracia em semana pascal, esta fábula política é salva, no final, por um bem enredado discurso amoroso.

Biografia
Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956) é poeta, ficcionista, cronista, crítico, ensaísta, editor literário e tradutor de húngaro. Antigo jornalista e leitor de Português na Universidade de Budapeste, é docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Celebrou 40 anos de vida literária, em 2013, com Do Movimento Operário e Outras Viagens, poesia, e A Casa de Bragança, romance. Deu ainda, na ficção: A Flor e a Morte, 1983; A Serpente de Bronze, 1989; Torre de Dona Chama, 1994; Histórias para Acordar, 1996; O Romance do Gramático, 2011. No ensaio: Mágico Folhetim – Literatura e Jornalismo em Portugal, 1998; Cultura Literária Oitocen­tista, 1999; Verso e Prosa de Novecentos, 2000;
A Corte Luso-Brasileira no Jornalismo Português (1807-1821), 2008; ‘O Século’ de Lopes de Mendonça – O Primeiro Jornal Socialista, 2008; 5 de Outubro – Uma Reconstituição, 2010. Editou Fastigínia, de Tomé Pinheiro da Veiga (2011).

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10 dezembro 2014

Ernesto Rodrigues : 40 anos de vida literária - Documentário


Ernesto Rodrigues - 40 Anos de Vida Literária - Cartaz


Ernesto Rodrigues  - 40 Anos de Vida Literária - Programa

MENSAGEM DA DIREÇÃO


Depoimentos:

(António Baptista Lopes)

(José Manuel Mendes)

(José Augusto França)

(Desidério Rodrigues)

(Amadeu Ferreira)

(Frei Henrique Perdigão)

(Hirondino Fernandes)

(José Mário Leite)

(Alcides Rodrigues)

(Teresa Martins Marques)

(José Manuel Neto Jacob)

(Carlos Pires)

(Jorge Nunes)

Ernesto Rodrigues : 40 anos de vida literária - Depoimentos (António Baptista Lopes)


António Baptista Lopes from Leonel Brito on Vimeo.

Ernesto Rodrigues - 40 Anos de Vida Literária - Cartaz

Ernesto Rodrigues  - 40 Anos de Vida Literária - Programa

MENSAGEM DA DIREÇÃO


40 anos de vida literária de Ernesto Rodrigues - Depoimentos:

(António Baptista Lopes)

(José Manuel Mendes)

(José Augusto França)

(Desidério Rodrigues)

(Amadeu Ferreira)

(Frei Henrique Perdigão)

(Hirondino Fernandes)

(José Mário Leite)

(Alcides Rodrigues)

(Teresa Martins Marques)

(José Manuel Neto Jacob)

(Carlos Pires)

(Jorge Nunes)

Ernesto Rodrigues : 40 anos de vida literária - Depoimentos (José Manuel Mendes)


José Manuel Mendes from Leonel Brito on Vimeo.

Ernesto Rodrigues - 40 Anos de Vida Literária - Cartaz

Ernesto Rodrigues  - 40 Anos de Vida Literária - Programa

MENSAGEM DA DIREÇÃO


40 anos de vida literária de Ernesto Rodrigues - Depoimentos:

(António Baptista Lopes)

(José Manuel Mendes)

(José Augusto França)

(Desidério Rodrigues)

(Amadeu Ferreira)

(Frei Henrique Perdigão)

(Hirondino Fernandes)

(José Mário Leite)

(Alcides Rodrigues)

(Teresa Martins Marques)

(José Manuel Neto Jacob)

(Carlos Pires)

(Jorge Nunes)

03 dezembro 2014

Ernesto Rodrigues - 40 anos de vida literária - Ementa de almoço

EMENTA DE ALMOÇO

Entradas
- Fumeiro, Chouriço, Alheira, Presunto, Queijos

Sopa
- Canja de Perdiz
- Sopa de Legumes

Pratos
- Túbaras Solarengas
- Arroz de Galinhola
- Posta de Vitela Mirandesa
- Veado ou Javali estufado em pote de ferro

 Sobremesas caseiras
- Sopa  de cerejas
- Bolo de castanha e noz
- Abobora dourada
- Doce da casa (mel, nozes e natas)
- Torta de laranja
- Bolo de chocolate
- Fruta da época

Dieta: Peixe fresco grelhado

Vinhos
- Cistus Reserva branco
- Cistus Reserva tinto